O líder do Governo, Dilmar Dal'Bosco (União Brasil) afirmou que a destituição do ex-presidente do PRD, Mauro Carvalho, foi uma “canetada” articulada pelo pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes, e pela pré-candidata ao Senado e presidente do MDB, deputada Janaina Riva.

A destituição foi feita pelos presidentes nacionais das siglas, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) e Ovasco Resende (PRD e Federação PRD e Solidariedade). Carvalho foi avisado da destituição na segunda-feira (31), sem aviso prévio.
Nos bastidores, informações dão conta de que a troca ocorreu após uma suposta articulação do senador Wellington e Janaina, que teriam se reunido com o diretório do PRD Nacional neste fim de semana em São Paulo. A estratégia visaria enfraquecer candidaturas ligadas ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Fagundes na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Dilmar foi convidado para se filiar ao PRD, mas já tinha decidido manter-se no União Brasil, após conversar, na semana passada, com o governador Mauro Mendes.
“De repente numa canetada, define lá em Brasília a pedido de outros partidos para destituir o PRD. A pedido do Wellington Fagundes, todo mundo sabe, e da Janaina Riva, que foram pedir o PRD de Mato Grosso”, disse à imprensa nesta terça-feira (31).
Dilmar afirma que o partido estava fortalecido na sua representação, com quatro prefeitos, 12 vice-prefeitos, 82 vereadores e eleitos dentro do PRD. Ele disse que ajudou a montar o partido em 2024 dentro do Estado de Mato Grosso.
“Um partido grande, maior que o PSDB, que é uma sigla histórica dentro de Mato Grosso”, comparou a força partidária.
O parlamentar explicou que diversos vereadores têm ligado para ele para sair do partido e querem a carta de liberação e autorização para se desfiliarem.
Chapas de deputados
Dilmar disse, ainda, que o partido estava com chapa de deputado estadual e federal praticamente pronta. Ao justificar a destituição, o presidente nacional Ovasco Resende disse que Carvalho não montou as chapas.
Ele citou entre os possíveis de pré-candidatos para compor com a chapa de deputado federal nomes como da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinello; o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri; o presidente do CIPEM, Ednei Blasius; entre outros.
Na chapa de deputado estadual, era esperado, além do secretário Gilberto Figueiredo, o secretário Allan Kardec e os deputados Juca do Guaraná (MDB) e Paulo Araújo (PP).
O deputado Júlio Campos também poderia compor a chapa, diante do impasse da falta de nomes para fechar a composição de pré-candidatos no União Brasil.
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