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GOVERNO LULA
29.03.2023 | 16h40 Tamanho do texto A- A+

Deputados de MT assinam "superpedido" de impeachment de Lula

Documento cita declarações do presidente da República contra o senador Sérgio Moro

Pablo Valadares/Agência Câmara

A deputada federal Amália Barros, que também assinou o documento

A deputada federal Amália Barros, que também assinou o documento

DA REDAÇÃO

Um grande grupo de deputados federais, incluindo os mato-grossenses Amália Barros (PL) e Abílio Brunini (PL), assinaram nesta quarta-feira (29) o que  já está sendo chamado de "superpedido" de abertura de processo de impeachment contra o presidente Lula (PT). 

 

Na argumentação da denúncia, consta crime de responsabilidade por “ameaça e coação a um representante da nação, membro do Poder Legislativo” e “desvio da função de Presidente da República”, por declarações dadas por Lula contra o senador Sérgio Moro (União/PR) no dia 21 de março deste ano, durante uma entrevista ao Portal Brasil 247.

 

O documento levanta a hipótese de revanchismo de Lula contra o senador, ao citar, dentre outros, trecho da entrevista onde o presidente fala: “De vez em quando ia um procurador, de sábado ou de semana, para visitar, ver se estava tudo bem. Entravam três ou quatro procuradores, e perguntavam ‘tá tudo bem?’ e [eu respondia] ‘não tá tudo bem, só vai estar bem quando eu foder [sic] esse Moro”.

 

A revelação das reais intenções revanchistas do Presidente ao assumir novamente o poder veio nas seguintes palavras, proferidas pelo mandatário: ‘Eu tô aqui para me vingar dessa gente’

O pedido foi formalizado, inicialmente, pelos deputados Luis Phillippe de Orleans e Bragança, Carlos Jordy, Zé Trovão, Gilson Marques, Maurício Marcon e Paulo Bilynskyj, e recebeu assinaturas de diversos outros deputados da oposição, como a própria Amália Barros, além de Júlia Zanatta, Nikollas Ferreira, André Fernandes, Deltan Dellagnol, Luciano Zucco e Marcel Van Hattem.

 

A denúncia cita ainda que, ao perceber o que havia falado, Lula pediu aos jornalistas que cortassem a palavra de baixo calão. 

 

“Com ou sem esta palavra, já estaria configurado o crime de responsabilidade do Presidente naquele momento por ameaça a representante da nação. A revelação das reais intenções revanchistas do Presidente ao assumir novamente o poder veio nas seguintes palavras, proferidas pelo mandatário: ‘Eu tô aqui para me vingar dessa gente’, eu falava todo dia que eles entravam lá, ‘se prepare que eu vou provar’ (sic)” , consta no pedido.

 

Para Amália Barros, esse tipo de declaração desestabiliza o país, na medida em que “mancha de ódio e personaliza todas as decisões do Chefe de Estado e de Governo brasileiro, ferindo os princípios básicos de impessoalidade da administração pública e demonstrando um flagrante desvio de função”, comentou.

 

Com base na Lei 1.079/50, conhecida como Lei do Impeachment, os deputados dizem que o trecho da fala do Lula indica um comportamento que fere especialmente o livre exercício dos poderes. 

 

“Ao trazer o Art. 6º da mesma Lei, discorreram que houve crime de responsabilidade também porque Lula utilizou-se de “ameaça contra algum representante da Nação para afastá-lo da Câmara a que pertença ou para coagi-lo no modo de exercer o seu mandato, bem como conseguir ou tentar conseguir o mesmo objetivo mediante suborno ou outras formas de corrupção", citou o pedido de impeachment.

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COMENTÁRIOS
12 Comentário(s).

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Silas  30.03.23 17h01
Quem não deve não teme. Se não tem culpa de nada, então, não tem o que temer. Até porque se for constatado que ele não tem culpa de nada, ninguém pode falar mais nada pois fica provado sua idoneidade! E fim de papo!
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Erivaldo  30.03.23 10h30
deviam fazer isso nos quatro anos do bozo kkkkkkkk ao inves de o chamarem de mito kkkk
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lucas  30.03.23 10h04
Ah cala boca Izabel e Matheus tomem vergonha na cara e vão cassar o que fazer
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Brandon   30.03.23 07h58
Kkkkkkkkk, o outro aprontou durante 4 anos e não aconteceu nada, porque esse que tem 3 meses vai acontecer?
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.Marlan  30.03.23 07h05
O tal do pedido de impeachment banalizou de tal forma que a imensa maioria deles nem é analisado ou levado a sério. Virou um instrumento de pressão, chantagem ou coisa que o valha contra autoridades em que ele pode ser submetido, porém, com fundamentos fáticos e legais que o justifiquem. O que não tem ocorrido ultimamente, inclusive nos que foram levados a termo(Collor e Dilma), pois que a politicagem e o "toma lá da cá" foi o que ditou oas regras do processo e os resultados finais.
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