Ao assinar a ficha de filiação ao seu novo partido neste sábado (7), o presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Max Russi (Podemos), se consolida como uma liderança e “player” (jogador) importante na disputa eleitoral da eleição de 4 de outubro. Com ele, filiaram 28 prefeitos, além de ex-prefeitos, vice-prefeitos, os deputados Beto Dois a Um e Fábio Tardin, cabos eleitorais úteis.

Na eleição de 2024, o partido anterior do deputado, o PSB, elegeu 15 prefeitos, agora, quase dobrou o número de prefeitos, uma das maiores bases do Estado. Alguns deles dos maiores e importantes municípios do Estado, como Eliene Liberato, de Cáceres; Alexandre Lopes, de Campo Verde; e a esposa, Andréia Wagner, de Jaciara. Além do irmão, Alexandre Russi, de Juscimeira.
E Ricardo Babinski, de Confresa, a segunda maior cidade do Araguaia, depois de Barra do Garças. Ou seja, há prefeitos de todas as regiões do Estado, principalmente do Vale do Araguaia. A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), prestigiou a filiação.
O movimento do deputado Max é como se ele repetisse, sem viés ideológico, o que o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, propôs como marca publicitária em 2008: Sim, nós Podemos (“Yes, we can”).
Sem pré-candidato da sigla a presidente da República, a governador e a senador, o deputado mostra força política ao aglutinar em torno de si, dezenas de prefeitos, deputados, ex-prefeitos, vereadores para ter voz e vez na eleição.
E mais: influenciará, com o peso político, o rumo da disputa. E como efeito, se credencia para ser nome forte para o jogo eleitoral de cargo majoritário em 2030, que começa quando encerrar a eleição 2026.
Adaptação
O deputado se move como a nuvem e um camaleão, para novas formas da luta pelo poder, e sai do PSB aliado do presidente Lula para o Podemos de centro-direita, em um Mato Grosso bolsonarista nítido. E já lançou uma meta ambiciosa: eleger até seis deputados na AL.
"Eu já participei de muitas mobilizações e convenções, mas confesso que nesse movimento do Podemos senti algo diferente. Muita gente ligando do interior, dizendo que queria participar, caravanas saindo de várias cidades para estarem aqui", disse na filiação no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. "Isso mostra que as pessoas acreditam em Mato Grosso e querem fazer parte desse projeto", avaliou.
O presidente da AL inaugurou na prática a janela partidária, iniciada na quinta-feira (5), quando deputados estaduais e federais trocam de partido e não perdem mandatos.
Formação de grupo político
Ousado e determinado, o parlamentar é um dos poucos políticos da geração digital que sabe construir grupo, fator importante na política. Primeiro, conquistou seu espaço, como vereador e prefeito de Jaciara, deputado, presidente de partido e chefe de um dos importantes Poderes do Estado: a Assembleia Legislativa. Ele parece carregar em sua volta um microcosmo da política mato-grossense, pelo perfil que compõe o seu grupo.
Depois, o passo seguinte foi aumentar seu poderio político. Foi assim recentemente, quando ninguém acreditava em 2022 que em um partido de centro-esquerda, o PSB, no Estado bolsonarista, no meio da ruidosa polarização bélica, elegesse quatro dos 24 deputados estaduais: ele próprio, o segundo mais votado com cerca de 72 mil votos; e os colegas de bancada: Beto Dois a Um, que virou vice-líder do Governo Mauro Mendes (União), Fábio Tardin, do segundo maior colégio eleitoral do Estado – Várzea Grande – e Dr. Eugênio de Paiva, médico e um ex-vereador do Araguaia.
Em 2024, nas eleições municipais, Max repetiu a dose, desafiou e provou de novo sua liderança de modo estratégico: tirou da sua assessoria direta dois nomes e auxiliares na Assembleia Legislativa e ajudou a projetar os vereadores de primeiro mandato em Cuiabá: Ilde Taques e Katiúscia Mantelli, atual primeira-secretária da Capital, que o seguem no novo partido.
O caminho da continuidade do sucesso ou não do líder Max Russi nos próximos meses está aberto, com novos desafios, e a pretensão de eleger até seis deputados, uma meta de todo atleta que busca marcas maiores e recordes. Pelo sim, pelo não, a resposta dessa fórmula política só será conhecida na noite de 4 de outubro.
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