Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
PROBLEMA EM VG
02.12.2025 | 07h00 Tamanho do texto A- A+

Júlio diz que pedido do TCE para intervenção no DAE é “precipitado”

O Tribunal de Contas acionou o MPE para viabilizar e intervenção do Estado no departamento

Victor Ostetti/MidiaNews

O deputado estadual Júlio Campos pregou o diálogo entre TCE, o Estado e a Prefeitura de Várzea Grande

O deputado estadual Júlio Campos pregou o diálogo entre TCE, o Estado e a Prefeitura de Várzea Grande

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou ter sido “precipitado” o pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para que o Governo de Mato Grosso intervenha no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.

 

Temos que lembrar, que há um esforço da prefeita Flávia [Moretti] no sentido de fazer logo a privatização ou a terceirização do serviço do DAE

Segundo ele, a fala do presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, surpreendeu porque a intervenção colocaria sobre o Estado uma responsabilidade que, historicamente, é municipal.

 

“Temos que lembrar, que há um esforço da prefeita Flávia [Moretti] no sentido de fazer logo a privatização ou a terceirização do serviço do DAE. Tanto é que ela contratou uma fundação de São Paulo, que está terminando os estudos de viabilidade de resolver o problema do Dae e também do abastecimento de água e esgoto de Várzea Grande. Então, acho que foi um pouco precipitado”, afirmou em entrevista à imprensa.


A Corte de Contas encaminhou, no dia 26 de novembro, um pedido para que o Ministério Público Estadual (MPE) acione a Justiça a fim de viabilizar a intervenção e solucionar o problema de falta de abastecimento de água na cidade, que já dura por décadas.

 

O governador Mauro Mendes (União), por sua vez, afirmou não conhecer os fundamentos do pedido e reforçou que prefeitos devem assumir suas atribuições, sem transferir seus problemas à gestão estadual.

 

“Eu, como governador, não posso assumir todos os problemas das prefeituras. Eu tenho os problemas do Estado para resolver”, afirmou à imprensa na semana passada

 

Júlio defendeu diálogo entre Estado, TCE e Prefeitura antes de qualquer decisão judicial. Ele recordou que, antes da Constituição de 1988, o saneamento básico era responsabilidade estadual, por meio da extinta Sanemat (Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso), mas que desde então a gestão foi transferida aos municípios, que adotaram diferentes modelos de operação.

 

“O presidente Sérgio Ricardo é o conselheiro do Tribunal de Contas e que acompanha pari passu o dia a dia do orçamento do Estado, das atividades administrativas do Mato Grosso. […] Acredito que o Governo do Estado não vai querer assumir essa responsabilidade”, disse.

 

“Acredito que tem que haver muito diálogo para saber o porquê dessa iniciativa”.

 

Veja vídeo:

 

Leia mais:

 

“Não dá para jogar tudo no colo do Estado”, contesta Mendes

 

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
2 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Bruno Luiz   02.12.25 15h05
Eu também concordo com o deputado Júlio Campos! O DAE é uma autarquia criada em 1998 por decreto para absorver o patrimônio da Sanemat (Companhia de Saneamento de Mato Grosso) extinta no ano 2000, desde então o Departamento de Água e Esgoto passou a ser a provedora desse serviço no município, porém desde então nunca exerceu a sua função quando criada, levar água na casa das pessoas, em 2005 o governo Lula veio a Mato Grosso e destinou um montante de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que em 2007, devido a Operação Pacenas, esse montante ficou a fundo perdido, desde então entra prefeito e sai prefeito nenhum resolveu dar uma finalidade a esses recursos e pergunto, quem paga essa conta ? A prefeitura ou a população pela falta do produto ? Desde a concessão da Sanecap em Cuiabá, com alguns percausos com a CAB e depois a Águas Cuiabá o município de Cuiabá teve uma melhora, porém Cuiabá iniciou sua concessão sem 1 agência reguladora hoje a Cuiabá Regula (antiga Arsec) mais em Várzea Grande a Ager já regula o DAE em termos de política tarifária, plano de investimentos existe todo um terreno pronto para a concessão e porque a intervenção ? Porque os protagonistas da história não defenderam a concessão do DAE na época que eclodiu a Operação Gota D'água ? Para não perder capital político ? A sociedade precisa acompanhar e separar o joio do trigo.
1
0
Benedito da costa  02.12.25 07h25
Desacordo com nobre Deputado, pois o senhor foi Prefeito e não resolveu esse problema sério. Seu irmão também Prefeito e não resolveu, assim muitos outros como: Nereu Botelho, Murilo domingos, Wallace Guimarães, enfim, Kalil baracat outros que passou pela prefeitura e não resolveu esse calor no pé de cada um. Pra resolver esse problema e investimento que não chega na ponta, desviam antes de chegar. Portanto sou a favor da intervenção do estado
4
2