Cuiabá, Terça-Feira, 17 de Março de 2026
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17.03.2026 | 14h00 Tamanho do texto A- A+

Mendes critica Iphan: "Não serve para nada, apenas atrapalhar"

Ele citou paralisação das obras de pavimentação da MT-199, que previa investimento de R$ 57 milhões

Victor Ostetti/MidiaNews

O governador Mauro Mendes, que elevou o tom contra instituto federal

O governador Mauro Mendes, que elevou o tom contra instituto federal

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (União) elevou o tom, nesta terça-feira (17), contra a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao comentar a paralisação das obras de implantação e pavimentação da MT-199. 

 

O Iphan é um órgão federal, que não serve para nada. Para atrapalhar é bom pra burro. É uma burocracia infernal

A estrada liga o município de Vila Bela da Santíssima Trindade à Bolívia e é considerada estratégica para o comércio exterior da região. A obra prevê o investimento estimado em R$ 57,3 milhões, mas segue parada por entendimento do órgão federal responsável pela preservação do patrimônio histórico e arqueológico.

 

Em entrevista à Radio Jornal, de Pontes e Lacerda, Mendes criticou o que classificou como demora e excesso de burocracia por parte do Governo Federal na avaliação das obras.

 

“O Iphan é um órgão federal, que não serve para nada. Para atrapalhar é bom pra burro. É uma burocracia infernal", disse.

 

"Estamos com a obra licitada, contrato assinado e esperando... Se deixar fica um, dois ou três anos com documentos paralisados. Eles não têm interesse em liberar nada. Eles não fazem e não deixam a gente fazer”, acrescentou.

 

Questionado como analisa os órgãos ambientais do Governo Federal, Mendes voltou a fazer duras críticas. Segundo ele, em Mato Grosso, há um trabalho de modo a respeitar a legislação ambiental, mas com celeridade, o que não acontece na gestão federal.

 

“Respeitar a lei e fazer o que é certo. Agora, é fazer rápido. Não precisa enrolar para dizer sim ou não. Se está dentro da lei diga ‘sim’, se não está diga ‘não’ e explica. Não perde tempo. No caso, eles não dizem sim, não dizem não, ficam enrolando”, disse 

 

“Dizem: 'Ah achamos um caquinho aqui'; 'tem uma pedrinha ali'. E enrolam seis meses, um ano e descobrem que aquilo não serve para nada. É enrolação. Como se aquilo fosse agregar valor e melhorar a vida dos mato-grossenses ou até a própria vida do País”, emendou.

 

Mendes tem feito uma série de visitas ao interior do estado nos últimos dias. Ele deve renunciar ao cargo até o início de abril para concorrer uma vaga ao Senado Federal na eleição deste ano.

 

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