Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
DECLARAÇÕES POLÊMICAS
17.03.2026 | 11h15 Tamanho do texto A- A+

Líder da Fecomércio critica fim da escala 6x1: “Brasil está preguiçoso”

Wenceslau Júnior disse que o País tem que "trabalhar mais" e citou "sumiço" da mão de obra

MidiaNews

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, citou preocupação com a falta de mão de obra

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, citou preocupação com a falta de mão de obra

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, criticou o fim da escala 6x1 e afirmou que o Brasil está se tornando um “país preguiçoso”, ao defender que a população deveria trabalhar mais.

 

Estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação cada vez trabalhando menos, e nós precisamos trabalhar mais

Em discurso em um evento da Fecomércio, na segunda-feira (16), Wenceslau afirmou que o País estaria caminhando para se tornar uma “nação que cada vez trabalha menos” e defendeu a necessidade de ampliar a dedicação ao trabalho como forma de desenvolvimento econômico.

 

Ele ainda demonstrou preocupação com a possibilidade de redução da jornada em meio ao que classifica como escassez de mão de obra em Mato Grosso. Ao citar exemplos, relatou dificuldades para preencher vagas em suas empresas, como operadores de caixa, motoristas, vendedores.

 

“Como vamos arrumar mais gente para contratar com 5 por 2? Não temos mão de obra”, disse. “É importante vocês da política levar esse recado nosso a Brasília, que não temos mão de obra”.

 

Segundo o dirigente, o modelo de jornada deve respeitar as particularidades de cada setor. Ele citou como exemplo suas próprias empresas no ramo de material de construção, onde há diferentes regimes de trabalho.

 

“Hoje, o sindicato blinda tanto o trabalhador, mas o trabalhador quer ir para a América, porque lá é livre o trabalho. Tenho familiares que trabalham lá, que trabalham 12, 14, 16 horas por dia, feliz da vida, porque o dinheiro está no bolso”, afirmou.

 

“Então, estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação que cada vez trabalha menos. Precisamos trabalhar mais, porque o nosso País ainda é de terceiro mundo”, acrescentou.

 

O presidente também destacou o papel das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), lembrando que a Fecomércio-MT participa da assinatura de mais de 30 acordos no estado. Para ele, esses instrumentos já garantem a flexibilização necessária para atender às especificidades de cada atividade econômica.

 

“Tenho trabalhadores que praticam 2 por 5, como no administrativo e na logística de entrega, porque no sábado não fazemos entrega. Já o restante das empresas trabalha no 6 por 1”, completou.

 

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Efrain Cucco  18.03.26 11h37
VERDADES DEVEM SER DITAS. É preciso dizer as coisa com INFORMAÇÕES e DADOS, não apenas com narrativas. Tudo que vou citar está na internet, pode pesquisar e perguntar para ChatGPT, Gemini ou Claude. VAMOS LÁ: NENHUMA das 10 MAIORES POTENCIAS ECONÔMICAS, com exceção do Brasil e Índia, pratica a escala 6x1. A China caminha já para a escala 5 dias e meio. As outras potencias, EM SUA MAIORIA, PRATICAM 5X2 E ESTÃO IMPLEMENTANDO 4X3. Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá são 5 dias trabalhados e geralmente menos de 8h por dia. Entre os 10 PAÍSES COM MELHOR QUALIDADE de vida todos possuem escala 5x2 ou 4x3. Islândia, Dinamarca, Países Baixos realizam 4 DIAS DE TRABALHO. Todos com menos de 8h por dia. Noruega, Austrália, Suíça, Finlândia, Suécia, Nova Zelândia, Singapura realizam 5 DIAS DE TRABALHO. Pesquisas, realizada por 63 autores, mostram que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas tem POTENCIAL DE GERAR ATÉ 4,5 MILHÕES DE NOVOS EMPREGOS NO BRASIL e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país. o impacto no CUSTO OPERACIONAL SERIA INFERIOR A 1%. O BRASIL está na posição 16 de MAIOR JORNADA DE TRABALHO NO MUNDO. 76,3% das pessoas ocupadas têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% de todos os empregados trabalham entre 40 e 44 horas semanais, 18% da força de trabalho faz entre 45 horas e 49 horas semanais. Todos os dados revelam que os países que mais trabalham em horas absolutas (Bangladesh, Paquistão, Nigéria) são justamente os com menor IDH e pior qualidade de vida. PAÍSES QUE CONSEGUIRAM REDUZIR A JORNADA (nórdicos, Holanda) mantêm QUALIDADE DE VIDA SUPERIOR e de produção.
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joao oliveira  18.03.26 10h25
Aumentar salário não necessariamente irá aumentar quantidade de trabalhadorres, o que aumenta com certeza são os preços ao consumidor final.
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maurilio  18.03.26 10h24
Todos os Paises que prosperaram e se tornaram de primeiro mundo as pessoas trabalham mais e o Brasil vem na contra mao querendo trabalhar mais e criar um povo preguicoso e refem do assistencialismo do governo como esses auxilios que o governo da, eom isso manter uma parcela da populaçao no cabresto eleitoral isso e ruim para o desenvolvimento do pais, a esquerda defende a China Comunista que explora os trabalhadores com serviços escravos de 12 a 18 horas de trabalhos diarios eai como fica, os paises desenvolvidos como como Japao,USA,China,Alemanha o povo trablham mais,so no Brasile que tem essa coisa de trabalhar pouco ja nao bastam o tanto de feriados.
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Jose Goncalves De Castro  18.03.26 10h08
Carlos Alberto, é preciso primeiro entender o que é pagar salário decente. Eu tenho funcionários que custam pra minha empresa $ 6.000,00 mensais, porém ele só recebe $ 3.000,00, o restante são encargos e praticamente tudo fica para o governo. Os trabalhadores precisam saber disso, para a culpa não ficar somente para as empresas!
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Carlos Alberto  18.03.26 09h11
Paguem salarios decentes que a mão de obra aparece.
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