O presidente da Federação PRD–Solidariedade em Mato Grosso, ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, disse crer que o partido consiga eleger até três deputados em outubro para Assembleia Legislativa.

Para isso, ele conta com atuais secretários do Governo como puxadores de voto, como Gilberto Figueiredo, da Saúde; e Allan Kardec, da Ciência Tecnologia e Inovação, além dos deputados Chico Guarnieri e Paulo Araújo. Os secretários se afastarão dos cargos no início de abril para a disputa, como determina a lei eleitoral.
Na lista do grupo estão ainda o ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis, Neles Walter de Farias, e os ex-prefeitos Nelson Paim (Poxoréu) e Alcino Barcellos (Pontes e Lacerda), entre outros.
Carvalho defende o grupo político como o mais apto para surpreender na eleição com deputados eleitos com menos votos entre os demais partidos. No caso, os grandes partidos têm nomes fortes com votação alta, o que inviabiliza quem tem menos votos na mesma chapa.
“O Chico Guarnieri está aqui. Ele não sai do partido. É fofoca. Hoje a melhor chapa que tem é o PRD. Se ele for para o Republicanos, o Podemos, ele está morto lá. Se for para a União Brasil, para o PP, é mesma coisa. É aqui que ele tem grande chance de eleição”, comparou em entrevista ao MidiaNews sobre o único deputado que a sigla tem.
Segundo Carvalho, o partido é um dos poucos que elegerá deputados abaixo ou em torno de 30 mil votos. “O PRD é um partido que está mais balanceado com nomes da chapa. Aqui eu estou fazendo uma chapa boa, viu?”, afirmou.
O raciocínio sobre o número de votos necessários é o cálculo atualmente que perturba e ocupa tempo dos principais pré-candidatos a deputado na Assembleia Legislativa.
E que em muitas eleições já significou ter mandato ou não. Esse número vai definir as mudanças partidárias entre 4 de março e 4 de abril, na janela partidária, quando parlamentares podem mudar de sigla sem perder o mandato.
Votado e não eleito
O caso do secretário Gilberto Figueiredo, que deve se filiar ao PRD, explica essa preocupação de dirigentes partidários e pré-candidatos com a quantidade de votos individuais para se eleger.
Na eleição de 2022, o secretário estava no União Brasil, teve mais votos do que 11 eleitos, com 28.248 votos válidos (1,62%).
Elizeu Nascimento (então no PL, e agora no Novo), com 22.415 votos e Juca do Guaraná (MDB), com 20.723 votos válidos foram os deputados eleitos com menos voto naquela eleição.
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