O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), voltou a criticar publicamente a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) e afirmou que o discurso adotado durante a campanha eleitoral “se perdeu” ao longo da administração.

As declarações foram dadas durante visita à Câmara de Vereadores, na manhã de terça-feira (17). Questionado sobre a gestão, Tião citou o distanciamento em relação à prefeita.
“Não vou dizer traído, mas tivemos um discurso na campanha que se perdeu. Ganhamos a eleição por isso e eu continuo com o mesmo discurso. Mas acho que o discurso da mudança, o discurso de não trazer ninguém da outra gestão para essa, ficou no passado”, disse.
A fala ocorre em meio ao acirramento de divergências internas na Prefeitura. Nas últimas semanas, Tião tem feito críticas recorrentes à condução da cidade e já declarou estar afastado das decisões administrativas desde o início do mandato, em janeiro de 2025.
Durante a agenda no Legislativo, o vice apontou que interesses políticos têm prevalecido dentro da administração.
Também criticou a presença de nomes ligados ao grupo político adversário na atual gestão. Hoje, Flávia tem no comando da Secretaria Municipal de Governo Silvio Fidelis, que é ex-secretário da gestão do ex-prefeito do município, Kalil Baracat (MDB), além de ex-vereador e políticos em outros cargos.
“É porque é muito interesse particular. Os interesses são tantos que a ideologia fica à parte. Não aceitaria nunca participar de um governo que eu combatia. Temos hoje administrando a gestão de Várzea Grande o adversário”, afirmou.
“O que estou dizendo é que estranha muito um quadro da gestão que combatemos estar hoje comandando a Prefeitura”, acrescentou.
“Loteamento político”
Ele ainda criticou mudanças na equipe e apontou o que classificou como “loteamento político” na estrutura administrativa.
Em pouco mais de um ano de gestão, a prefeita Flávia já fez 18 trocas de secretariado. A última ocorreu na Pasta da Educação, onde saiu Igor Cunha e assumiu a diretora executiva do Instituto Lírios, Maria Fernanda Figueiredo.
“As trocas são prejudiciais, tínhamos bons quadros, mas estamos vendo um loteamento político”, afirmou.
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