Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
RUMO A 2010
06.05.2009 | 07h30 Tamanho do texto A- A+

Wilson diz que oposição ganha fôlego com recuo de Maggi

Tucano considera desistência do governador republicano “uma tragédia” para os partidos da base do Governo

LUIZ ACOSTA
DA REDAÇÃO

A desistência do governador Blairo Maggi (PR), de concorrer a qualquer cargo eletivo nas eleições do ano que vem tem dois aspectos importantes, segundo a visão do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), em entrevista ao MidiaNews.

Primeiro: enfraquece a situação, principalmente no que se refere à massificação do nome do atual vice-governador, Silval Barbosa (PMDB), como candidato a sucessão de Maggi. Segundo: dá uma injeção de ânimo nos partidos de oposição, que apostam na falta de opção da base governista em apresentar um nome forte à sociedade mato-grossense.

Wilson Santos, potencial candidato ao Governo que prefere deixar a definição sobre seu futuro político para o início de 2010,  avalia que o fato de Blairo Maggi não disputar a eleição vai ser "uma tragédia" para o PR e para os demais partidos coligados.

O próprio prefeito está entre a cruz e a espada por causa dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da perspectiva de Cuiabá ser escolhida subsede da Copa do Mundo, fato que gerará investimentos de mais de R$ 1 bilhão em Cuiabá, além da vaidade de chegar à cadeira número um do Palácio Paiaguás.

"Eu acho que Blairo Maggi ainda vai ser muito pressionado pelo partido para disputar uma candidatura. Vi as explicações que ele deu a respeito da sua desistência, mas, ainda assim, acho que a pressão vai ser grande. Afinal, os partidos da base do Governo já estão se sentindo meio órfãos", diz Wilson.

Diagnóstico

Em função dessa disposição de Maggi, a oposição ganhou novo fôlego e, de acordo com o prefeito cuiabano, está fazendo um diagnóstico da atual situação do Estado e abrindo conversações com todos os prováveis aliados, para a formação de uma coligação ampla.

"Em nível nacional, temos uma proximidade muito grande com PPS, DEM, PTB, PV e outros partidos e queremos estadualizar essa proximidade para que tenhamos uma frente com pelo menos 14 partidos na base", explica o tucano.

Esse diagnóstico, que começa a ser feito pelos diretórios municipais, será regionalizado e, posteriormente, estadualizado, para que possa se ter uma idéia do tipo de proposta de Governo que a oposição vai elaborar para apresentar à sociedade mato-grossense. "Nas nossas primeiras andanças pelo interior do Estado, pudemos perceber claramente que há um ambiente bastante favorável à oposição. Há o desejo por uma nova proposta de Governo, uma proposta que seja realmente abrangente e para todos", diz Wilson.

Dentro desse clima favorável à oposição, de acordo com o presidente tucano, há também uma pré-disposição de alternância de poder, ou seja, deve-se repetir, mais uma vez, a eleição de um governador que não seja do atual bloco político que comanda o Estado. "É assim desde 1946: Governo não faz sucessor em Mato Grosso. Houve a questão das duas reeleições, de Dante de Oliveira (falecido) e de Blairo Maggi. Fora isso, nunca um governador conseguiu eleger seu sucessor. Isso é histórico e deverá se repetir mais uma vez", afirmou o prefeito.

Dicussão, só em 2010

Pisando em ovos, Santos evita falar da sua eventual candidatura a governador e remete qualquer discussão nesse nível para o ano que vem. Garante que não teme uma pressão do PSDB para que assuma a candidatura ao Governo.

"É natural que a Executiva Nacional do partido queira ter, em cada Estado, uma candidatura forte para dar mais representatividade também ao candidato a presidente da República. O PT vai fazer isso em torno do nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousse; o PSB vai fazer em torno de Ciro Gomes; e o PSDB também, em torno de José Serra. Porém, antes de qualquer coisa, é preciso avaliar a realidade de cada um, cada caso é um caso. Eu tracei a meta de ir até o final do meu mandato como prefeito de Cuiabá e é em cima disso que estou trabalhando. Por isso, vamos deixar 2010 para discutir em 2010", desconversa.

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2 Comentário(s).

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gilbert souza de lima  06.05.09 18h29
falar de politica e simples e a pratica onde fica onde acontece os problemas cotidianos nos municipios essa conjuntura precisa passar nas bases politicas prefeitos,vereadores,municipes,algo maior que é o povo,a maioria vão pra brasilia e esqueci a quem esta representando pagam a midia para divulgar sensasionalismo,acorda politicos trabalhem mais e deixem de conversa fiada.
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FRANCISCO  06.05.09 14h30
Wilson Santos, primeiro administre Cuiabá e depois sonhe em ser governador,o senhor foi reeleito para mais 04 anos de mandado para terminar tudo que esta inacabado, não temos compromisso com seu vice que por sinal nem conhecemos seu passado e sua trajetoria politica foi eleito deputado por votos de legenda, Cuiabá necessita de muitas obras inclusive o trânsito que esta cada vez caótico.
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