Depois do sucesso como Maria de Fátima no remake de Vale Tudo (2025), na Globo, Bella Campos segue com tudo. Ela estrela (e estreia) seu primeiro filme, Cinco Tipos de Medo, com direção de Bruno Bini.
Com estreia marcada para 9 de abril, o longa foi gravado em Cuiabá, em Mato Grosso, terra natal da atriz. O thriller policial, vencedor do Festival de Gramado, acompanha cinco histórias que se cruzam na periferia da cidade, onde Marlene, personagem de Bella, vive uma relação abusiva com Sapinho (Xamã), traficante que exerce influência na região.
Em entrevista a este colunista do Metrópoles, ao falar sobre a relação com sua cidade de origem, a atriz destacou a possibilidade de construir a carreira a partir de suas raízes e da vivência local.
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“Quando a gente nasce em um lugar distante, acha que só vai conseguir trabalhar se estiver longe de casa. E descobri que poderia ter muito sucesso trabalhando dentro da minha terra e mostrando o que tem de melhor para o Brasil e para o mundo”, disse.
Bella também falou da expectativa inicial em relação ao cinema e como o desejo de estrear nas telonas foi sendo adiado ao longo do tempo.
“A minha expectativa quando pensei em fazer cinema, não imaginava que seria uma coisa tão especial como está sendo. Quando pensei em fazer cinema, estava com muita saudade da minha terra, e adiei um pouco esse desejo, porque queria ficar perto da minha família”, afirmou.
Roteiro e identificação
A atriz relembrou o processo até chegar ao projeto e destacou o impacto da leitura do roteiro, que dialogava diretamente com sua origem. Segundo ela, a identificação com a história ambientada em Mato Grosso foi determinante para aceitar o convite.
“De repente, chegou esse roteiro, que era com pano de fundo em Mato Grosso. Não tive dúvida, principalmente também quando vi a qualidade de todos os personagens, toda trama. Fiquei encantada em poder gravar e reconhecer a potência do meu estado”, contou.
Alcance social
Já sobre os bastidores das filmagens, que aconteceram em parte na periferia de Cuiabá, Bella chamou atenção para os desdobramentos do projeto além da produção audiovisual. A atriz ressaltou mudanças observadas por lá e o impacto direto na comunidade.
“É uma felicidade imensa, uma realização. Sobretudo porque esse filme conseguiu melhorar estruturalmente o bairro que a gente gravou, que está empoderando as meninas e mulheres cuiabanas. O papel da arte, o nosso papel enquanto artista, é para além de estar nos holofotes. É trazer uma mudança significativa, na prática, na vida das pessoas”, disse.
O pós-Maria de Fátima
Em um universo completamente diferente da Maria de Fátima, sim, a de Vale Tudo, Bella Campos segue em novos projetos enquanto ainda lida com a repercussão do papel. Inclusive, a atriz garante que o processo de distanciamento da novela, que acabou em outubro de 2025, ainda está acontecendo.
E, se ela já desapegou?
“Ainda não, ainda não! Calma, tem pouco tempo ainda”, concluiu.
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