Cuiabá, Segunda-Feira, 2 de Março de 2026
"EU ME POLICIAVA MESMO"
02.03.2026 | 08h41 Tamanho do texto A- A+

Eliana fez terapia sexual após anos como apresentadora infantil

De acordo com a própria comunicadora, após anos, percebeu que ficou presa a uma postura mais infantil

Reprodução/Instagram

Ilustração

DO TERRA

Apresentadora desde o fim da adolescência, ela sempre se preocupou bastante com o exemplo de comportamento que daria ao seu público no início da carreira: as crianças. Entretanto, anos após deixar a comunicação infantil, viu-se com dificuldades para se expressar como mulher e, para isso, precisou de ajuda profissional.

 

“Imagina ficar 16 anos tendo total consciência de que eu não podia me expressar como uma adolescente ou como uma jovem de 20 ou 30 anos de idade, como normalmente eu faria, como qualquer outra garota faria na época? Eu me policiava mesmo: roupas, gestos, a maneira como me comunicava”, disse Eliana, em entrevista ao O Globo.

 

“O exemplo que eu tinha que dar às pessoas… Sempre me catequizei nesse lugar. Estava atenta a qualquer sinal. Entendia que, se saísse desse lugar, não era o ambiente seguro que gostaria de passar para o meu público de crianças. Foi um ativo importante de confiança entre mim e as mães. Não tinha internet. Era um lugar de distração para as crianças enquanto as mães estavam trabalhando. Eu queria plantar boas sementes”.

 

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Ao longo dos anos, em meio ao processo terapêutico guiado pela sexóloga Maria Helena Matarazzo, Eliana foi se reencontrando e se entendendo como pessoa. No programa Saia Justa, do GNT, ela mostrou essa mudança ao compartilhar uma série de assuntos pessoais e maduros. Para a apresentadora, essa transição foi libertadora.

 

“Poder passar o batom vermelho, deixar a unha vermelha, mostrar mais o corpo, a sensualidade, ter um molejo, cruzar as pernas de saia… Era tudo isso que eu não sabia que podia. Toda vez que a câmera ligava, eu voltava para a garota que já conhecia, que desde os 16 anos falava com o público infantil. Precisei me reinventar”, disse ela, que completou: “Mas precisei fazer muita terapia com a sexóloga. Ninguém faz nada sozinho, e contei com figuras importantes que me ajudaram a fazer transições sólidas na minha carreira”.

 




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