Mais de 30 anos após aparecer na televisão na primeira temporada de Malhação, a ex-atriz Mônica Areal leva uma vida bem longe dos holofotes da TV. Ela abandonou a carreira artística para se dedicar à segurança pública. Ela trocou de profissão e, há 12 anos, trabalha como delegada de polícia no Rio de Janeiro.
Mudanças
Na novelinha teen da TV Globo, Mônica Areal interpretou a recepcionista Tininha. Em entrevista ao jornal O Globo, a delegada falou sobre sua experiência na televisão e disse que ainda é reconhecida na rua. “Acho muito divertido. Guardo a época em que eu era atriz no coração. Não tenho vergonha nenhuma desse período, muito pelo contrário”, garantiu.
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
Ela também deu detalhes de como foi sua transição profissional: “No início, eu era muito ingênua sobre a maldade humana, achava que todo bandido era vítima da sociedade. Minha realidade era outra. Na polícia, estamos acostumados a lidar com situações muito bizarras e dolorosas”, afirmou.
Atualmente, Mônica é a responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. “Nunca sofri machismo ou desrespeito por ser mulher na Polícia Civil, nem mesmo na interação com a Polícia Militar. Minhas ordens sempre foram acatadas e sempre respeitaram minhas decisões.”
Trabalho árduo
A ex-atriz, aliás, é casada com o policial Marcelo Brito, um dos agentes subordinados a ela. “Considero um benefício gigantesco o fato de trabalharmos juntos, pois ele entende perfeitamente a rotina da profissão. Isso evita problemas conjugais por causa da profissão”, declarou.
“Não temos filhos, mas sou ‘mãe de pet’ e completamente apaixonada por bichos. Faço parte de um grupo chamado ‘Nas Garras da Lei’, formado por voluntários da segurança pública para resgatar animais vítimas de maus-tratos”, explicou.
Mônica Areal também detalhou como é sua rotina de trabalho e os desafios da função. “O agressor de violência doméstica não é um criminoso comum. Ele conhece profundamente a vítima, o que o torna mais fácil de identificar, mas também mais perigoso”, disse.
“Lidamos com vítimas muito fragilizadas, como as de estupro, e com dinâmicas familiares complexas. Acontecem coisas surreais. E, apesar de ser uma delegacia especializada em mulheres vítimas, também atendemos a muitos casos de crianças, principalmente meninas, vítimas de violência sexual”, completou.
|
0 Comentário(s).
|