Os resultados do laudo pericial realizado após a exumação do corpo da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça, revelou a presença de espermatozoides no canal vaginal, indicando que a vítima teria tido relações sexuais pouco antes de morrer.
A revelação contraria a versão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele e principal suspeito pelos crimes de femincídio e fraude processual. Durante as investigações, o oficial afirmou que o casal estava em crise e que dormiam em quartos separados, sem qualquer contato íntimo.
“Na análise da amostra do exame sexológico há resultado positivo para espermatozoides no canal vaginal conferindo a existência de coito vaginal recente”, segundo consta documento das análises periciais.
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
A Justiça de São Paulo acatou denúncias e o tenente tornou-se réu por feminicídio. Segundo a promotoria, a acusação formal engloba os crimes de feminicídio qualificado, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica, e causas de aumento de pena. A denúncia também indica o crime de fraude processual, alegando que o réu alterou a cena do crime para induzir erro na investigação.
Após audiência de custódia nessa quinta-feira (19/3), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a prisão do oficial. Segundo a Justiça, não foram identificadas irregularidades no cumprimento de mandado de prisão expedido pelo tribunal comum e, por isso, o coronel seguirá preso.
Decisão do TJM
A decisão da Justiça Militar (TJM) aponta que o tenente-coronel teria usado sua posição hierárquica — superior à dos policiais presentes no local do crime, além do fato de ser o oficial mais antigo — para ignorar a recomendação de não tomar banho durante a ocorrência.Segundo a Justiça, ele atuou para “impor sua vontade e efetivamente tomar banho novamente, mesmo diante da resistência manifestada pelos policiais responsáveis pela ocorrência”.
Ele não se valeu de sua posição hierárquica na corporação apenas no dia do crime, mas também como instrumento de dominação e violência contra a esposa Gisele Alves Santana no dia a dia do relacionamento.
Testemunhas ouvidas pela investigação contaram que o oficial ia frequentemente ao local de trabalho da vítima e usava de sua autoridade para entrar e permanecer por longos períodos observando as atividades dela, causando até constrangimento à equipe
Fonte: https://www.metropoles.com/sao-paulo/exame-aponta-relacao-sexual-pouco-antes-da-morte-da-pm-gisele
|
0 Comentário(s).
|