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LUTO NA CULTURA
30.08.2025 | 09h25 Tamanho do texto A- A+

Morre o escritor Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos

Famoso pelo texto carregado de humor e ironia, o escritor Luis Fernando Verissimo estava internado desde 11 de agosto

Divulgação

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30/8), aos 88 anos

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30/8), aos 88 anos

BEATRIZ QUEIROZ
DO METRÓPOLES

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30/8), aos 88 anos.

 

Ele estava internado desde 11 de agosto, no Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre (RS), para tratar uma pneumonia e não resistiu.

 

Além do quadro de pneumonia, Verissimo lidava com limitações motoras e de comunicação consequentes de outros problemas de saúde.

 

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Ele usava um marca-passo desde 2016, teve um câncer ósseo em 2020 e um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021, o que o levou a parar de escrever, e lidava com a doença de Parkinson.

 

Segundo reportagem publicada na Folha de S. Paulo, os dias do cronista eram marcados por músicas, principalmente jazz.

 

Além disso, tinha fisioterapia três vezes por semana, folheava o Zero Hora pelas manhãs e fazia questão de acompanhar o futebol, principalmente jogos do Internacional e de campeonatos europeus.

 

Quem era Luis Fernando Verissimo

 

Natural da capital gaúcha, o escritor nasceu em 26 de setembro de 1936 e era filho do também escritor Érico Veríssimo e de Mafalda Halfen Volpe.

 

Ele estudou nos Estados Unidos durante parte da infância e adolescência, e concluiu a formação no país.

 

Durante um período de vivência no Rio de Janeiro, conheceu a mulher com quem se casaria: Lúcia Helena Massa.

 

Os dois ainda eram casados e são pais de Fernanda, Mariana e Pedro.

 

Ele retornou à cidade natal em 1956 e passou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo.

 

Na década de 1960, integrou o grupo musical Renato e seu Sextero e começou a trabalhar como revisor de textos no Zero Hora, onde passou a ter uma coluna diária em 1969.

 

Em 1970, ele passou a escrever uma coluna para o jornal Folha da Manhã sobre assuntos variados dentro de cultura, política, esporte e comportamento.

 

Um ano após ingressar no novo trabalho, ele desenvolveu um projeto paralelo com amigos: O Pato Macho.

 

O semanário trazia marcas do escritor, que costumava inserir humor e ironia nos textos.

 

A publicação também contava com cartuns e entrevistas e circulou por um ano em Porto Alegre.

 

Ele começou a publicar livros em 1973, quando lançou O Popular, mas a popularidade começou apenas oito anos depois com O Analista de Bagé. Ao todo, ele vendeu cerca de 5,6 milhões de cópias, somando os mais de 70 livros.

 

Durante a vida, o cronista também escreveu para as revistas Veja e Playboy e os jornais Zero Hora, Estadão, O Globo e Extra Classe, além de programas de humor da TV Globo.

 

Ele também integrou o grupo Jazz 6 e compôs uma música para a dupla gaúcha Kleiton & Kledir, e participou da gravação como saxofonista.

 

Os livros de Verissimo

 

Ironia, crítica e humor marcam os textos escritos por Luis Fernando Verissimo. Ao longo da carreira, ele produziu trabalhos de sucesso, como O Clube dos Anjos, O Jardim do Diabo, A Décima Segunda Noite e Os Espiões.

 

A lista de obras publicadas inclui ainda Comédias da Vida Privada, A Grande Mulher Nua, Ed Mort: Todas as Histórias, As Mentiras que os Homens Contam, O Nariz & Outras Crônicas, A Velhinha de Taubaté.

 




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