Cuiabá, Quinta-Feira, 5 de Março de 2026
'SONHOS DESTRUÍDOS'
05.03.2026 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

Mulher sofre dano cerebral grave após cirurgia simples

Camila sofreu um dano cerebral grave e está em estado semivegetativo

Reprodução/Redes sociais

Camila Miranda de Wanderley Nogueira de Menezes, 38, trabalhava como servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

Camila Miranda de Wanderley Nogueira de Menezes, 38, trabalhava como servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

DO UOL SPLASH

A família de Camila Miranda de Wanderley Nogueira de Menezes, 38, afirma que ela foi vítima de omissão e negligência de três médicas durante uma cirurgia eletiva no Hospital Esperança, da Rede D'Or São Luiz, no Recife. A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso.

 

Camila sofreu um dano cerebral grave e está em estado semivegetativo. A paciente está internada em uma unidade de saúde desde 27 de agosto de 2025, quando deu entrada para o procedimento cirúrgico.

 

Paciente faria cirurgia de retirada da vesícula e correção de hérnia inguinal. Os procedimentos cirúrgicos são de baixo risco para pacientes sem comorbidades significativas, como Camila, segundo o laudo pericial contratado pela família e obtido pela reportagem. A previsão era que a paciente recebesse alta no mesmo dia dos procedimentos.

 

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Documento da família mostra que Camila teve apneia —paralisação temporária da respiração— durante a cirurgia. A cirurgiã responsável pelo procedimento era Clarissa Guedes Noronha, com quem a paciente fazia acompanhamento; a médica Danielle Teti atuava como primeira auxiliar e Mariana Parahyba era a anestesiologista. Veja mais abaixo o que dizem as defesas das médicas.

 

Segundo a família da paciente, a anestesiologista responsável foi trocada de última hora. A ficha pré-anestésica de Camila continha informações incorretas, como a ausência de cirurgias prévias —mesmo com a paciente tendo histórico de duas cesarianas e outros procedimentos— além de dados errados sobre peso e altura.

 

Mulher sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi ressuscitada por 15 minutos. Ela foi transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde recebeu cuidados intensivos e ficou em estado vegetativo por um mês.

 

Camila sofreu dano cerebral grave e permanente, causado pela falta de oxigênio no cérebro por um período prolongado, informa o laudo. Ela era funcionária do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco e também atuava como consultora de imagem, além de ter dois filhos, de seis e dois anos.

 

Atualmente, a servidora está em estado semivegetativo. Segundo o marido, o oftalmologista Paulo José de Menezes Filho, 42, Camila passou a perceber mais o que ocorre ao seu redor, mas ainda não consegue estabelecer uma comunicação clara. Os momentos de lucidez variam e, por exemplo, em alguns deles, ela consegue apertar a mão de alguém quando solicitada.

 

Ela segue internada no Hospital Esperança. O marido disse que a unidade de saúde tem ajudado a família após o episódio. Porém, não é descartado o encaminhamento dela futuramente para uma unidade focada em reabilitação.

 

Fonte: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/05/familia-paciente-relato-hospital-pernambuco.htm




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