“Já ‘taria’ milionária se eu fosse mais clarinha”. O verso abre a música Big D!!!!!, da rapper Duquesa, uma das vozes mais marcantes do rap nacional. Em suas canções, a artista aborda temas como autoestima, identidade e empoderamento feminino — reflexões que também dialogam com os desafios enfrentados por mulheres em um gênero historicamente dominado por homens.
Duquesa, Tasha & Tracie, Flora Matos, MC Luanna, Budah, Ebony e Slipmami estão entre os nomes que vêm ampliando o espaço feminino no rap brasileiro. Todas elas seguem o legado de pioneiras da cena no país, como Negra Li, Karol Conká e Sharylaine.
Nos últimos meses, outra artista ganhou forte projeção nas redes sociais. A música P.I.T.T.Y. (Parecendo uma Cafetina), da rapper NandaTsunami, viralizou impulsionada por uma trend no TikTok.
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Com a repercussão, a canção já soma 29 milhões de streamings no Spotify e 7,5 milhões de visualizações no YouTube. Hoje, a artista reúne cerca de 3,8 milhões de ouvintes mensais na plataforma, número que mostra a força crescente de nomes femininos dentro do rap.
No mesmo cenário de Tsunami e Duquesa estão Ebony, AJULLIACOSTA e Tasha & Tracie, alguns dos nomes mais relevantes do rap feminino atualmente. Juntas, elas somam mais de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify e acumulam prêmios que reforçam sua importância em uma cena ainda majoritariamente masculina.
Mesmo com esse crescimento, a diferença de alcance em relação a alguns artistas homens ainda chama atenção. O rapper Teto, por exemplo, reúne mais de 5 milhões de ouvintes mensais na plataforma, enquanto WIU ultrapassa a marca de 7 milhões.
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