A poucos dias para o início oficial da folia, é quase impossível não ter escutado ao menos um trecho de JETSKI. A parceria viral de Pedro Sampaio e Melody foi lançada em dezembro e está fazendo tanto sucesso que o DJ não pensa duas vezes em cravar: “Sem dúvida nenhuma, é a música do carnaval.”
Ao Terra, o artista refletiu sobre o bom momento na carreira, a agenda lotada de shows e revelou como surgiu a ideia de convidar a cantora para dar aquele “molho” de diva pop que a faixa precisava para viralizar.
‘É a música do carnaval’
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Com uma letra que fala de praia, jetski e pegação, Melody e Pedro Sampaio conseguiram chegar no topo das músicas mais ouvidas do Brasil nas plataformas musicais. A faixa, que também conta com a parceria do carioca MC Meno K, pegou em cheio o público sedento pela tão esperada música do carnaval.
Para Pedro, já é mais que garantido: ele conseguiu emplacar o sucesso oficial da folia. “Aconteceu muito rápido e foi uma surpresa para mim. Não imaginava que seria tão viral em tão pouco tempo. Já temos quase 200 milhões de visualizações no todo. Então, sem dúvida nenhuma, é a música do carnaval”, crava.
Para aproveitar o bom momento, o artista anunciou o remix de JETSKI com a argentina Emilia, que já colaborou com Ludmilla e Luísa Sonza. “A ideia é levar essa música para fora do Brasil agora, para aproveitar esse momento quente”, adianta.
Melody trouxe o ‘molho’ para JETSKI viralizar
Aos 19 anos, Melody já é uma diva pop. É a cantora que aparece em coreografias marcadas, com direito a entradas triunfais e capacete de motocicleta nas performances ao vivo de JETSKI.
Para Pedro Sampaio, a parceira trouxe o “molho” que a faixa precisava para viralizar. “Eu produzi a música junto com o meu time de compositores e fizemos o refrão, a alma da música. Na hora me veio o nome da Melody na cabeça”, lembra.
Do primeiro ‘clique’ até o convite, não demorou muito. Melody aceitou encontrar o DJ no Rio de Janeiro sem ao menos saber direito do que se tratava a proposta. “Eu não mostrei a música, ela não ouviu nada, não sabia nem o que era. Só acreditou em mim e veio. Eu pensei: ‘Essa menina é firme, viu?’”, conta.
Quando chegou ao estúdio, a cantora adorou a faixa. “A partir daquele momento, eu sabia que poderia ser muito criativo com a Melody. Lembro que eu cheguei para ela e falei: ‘por favor, só vai nos ensaios e na prova de roupa’. Deixa que a gente faz aqui as ‘paradas’”, disse, se referindo à gravação do videoclipe em Magé, no Rio de Janeiro.
A ideia de Pedro era destacar a cantora no vídeo e deixá-la brilhar. “Queria colocar a Melody no clipe como a diva pop mesmo. E acho que a gente conseguiu. Ela está linda, cantando muito, dançando muito. Obviamente, com toda estrutura que a gente conseguiu proporcionar, demos mais ênfase ainda para o talento dela”, reforça.
Para o produtor musical, a junção do DJ “caçador” de tendências, a diva pop e o MC de funk foi a alquimia perfeita para um hit de carnaval nascer pouco mais de um mês antes da folia.
“Por isso que JETSKI se espalhou de forma tão rápida. A música conseguiu ser sucesso em vários nichos de público, sabe? Não foi pensado como uma fórmula, mas fui sentindo. Eu acho que esse é o segredo”, argumenta.
‘Um artista brasileiro no trio vai ser sempre superior a um gringo’
No carnaval deste ano, Pedro Sampaio não deve parar até a quarta-feira de cinzas. Com mais de 14 datas confirmadas em todo o Brasil, o carioca também está ansioso para estrear em um trio elétrico só dele em Salvador, na quinta-feira de carnaval.
Quem geralmente ‘puxa’ o caminhão no circuito são os cantores e cantoras, mas os DJs também fazem as vezes no comando. No último domingo, 8, por exemplo, Calvin Harris lotou as ruas de São Paulo com seu bloco especial de pré-carnaval.
A atração internacional atraiu bastante público, mas Pedro prefere defender as pratas da casa na hora de definir um bom animador de trio elétrico, seja ele DJ ou não.
“O trio é um formato de show que respira brasilidade. Então, um artista brasileiro no comando de um trio vai ser sempre superior a um artista gringo no comando de um trio. O carnaval é brasileiro, é quente”, opina.
Para animar os foliões de Salvador em seu primeiro trio elétrico, o carioca aposta justamente na mistura de ritmos nacionais.
“Estou me preparando muito para Salvador. Como característica, tenho essa mescla muito marcante entre cantar e tocar como DJ. O trio vem nessa mistura boa. Ao mesmo tempo que estou cantando, toco e misturo axé, funk, pagodão baiano. Tudo”, antecipa.
‘Não ligo para tamanho de artista’
Em um trecho que viralizou nas redes sociais, os fãs de Anitta aparecem gritando a famosa assinatura ‘Pe-dro Sam-pai-o’ durante a apresentação da música Monstrão nos ensaios de carnaval da funkeira. O momento gerou gargalhadas da artista por um motivo simples: a faixa não tem a participação do produtor.
O coro espontâneo diz muito sobre o lugar que Pedro ocupa hoje no imaginário do público, sendo um DJ frequentemente associado a grandes colaborações. Entre os feats mais famosos, estão nomes como Anitta, Ana Castela, Marina Sena e até o colombiano J Balvin.
Segundo o cantor, a escolha das parcerias é intuitiva. “É no feeling mesmo. Assim como eu ouvi ‘Atenção’ e convidei a Luísa Sonza, eu ouvi JETSKI e convidei a Melody. Porque eu achei que combinou a estética musical com o que aquela pessoa vem apresentando”, explica.
Apesar de ter colaborado com grandes nomes da indústria nacional, Pedro garante que os números não são determinantes na hora de encaixar um feat.
“Não ligo muito para tamanho de artista. Tenho vários sucessos na minha carreira com artistas que, às vezes, nem estavam cantando mais, mas voltaram a cantar porque fizeram aquela música comigo”, argumenta.
O faro para o sucesso, segundo ele, vem do seu olhar de produtor musical. “É muito sobre a sensação e o público não se engana. O público percebe quando a música tem verdade, quando gera conexão verdadeira. ‘Cavalinho’ é um exemplo muito bom. É uma música de 15 anos atrás que eu resgatei, a gente fez o remix e virou uma explosão”, completa.
No entanto, se pudesse escolher um artista dos sonhos para uma colaboração, Pedro responde sem titubear: “O Pitbull é um cara que eu me identifico muito. O catálogo musical dele é de festa, de energia boa, para você levantar a mão, cantar, dançar”, elogia.
Carreira internacional com dicas de Anitta
Mesmo às vésperas do carnaval no Brasil, foi impossível parar ileso ao ‘efeito Bad Bunny’ na última semana. O cantor de Porto Rico fez um show histórico no intervalo do Super Bowl, chegou pela primeira vez nos charts do Brasil e despertou a curiosidade dos ouvintes em ouvir um pouco mais de ritmos latinos e músicas em espanhol.
A tendência já entrou no radar de Pedro Sampaio. “A apresentação do Bad Bunny no Super Bowl é muito inspiradora. Apesar da gente ser brasileiro, temos que lembrar sempre que somos latinos. JETSKI, inclusive, tem muitos elementos de reggaeton. Conseguimos traduzir para a cultura brasileira, isso é um indicativo muito positivo”, pondera.
Depois da programação extensa na folia, o artista adianta que já está se preparando para alavancar sua carreira internacional. “Eu acredito que todo carnaval é como se fosse um portal para mim. Entro de um tamanho e saio de outro. Depois do evento, o meu próximo passo é dar mais atenção para essa internacionalização, começar a lançar músicas não só para o Brasil, mas também para fora.
O DJ, claro, não vai deixar passar o bom momento da música latina sem contribuir com o seu trabalho. “Quero começar a botar o pezinho na América Latina, com singles, com músicas estrategicamente pensadas e feitas sempre com a mesma energia que eu faço as músicas para o Brasil”, explica.
A ideia, segundo ele, é experimentar. “Nada é certo, nada é errado, nada está escrito em pedra. Eu sempre sou uma pessoa muito aberta a novas experiências Então, vamos viver essas essas novas experiências e ver no que dá”, conta Pedro, que ainda revelou que pede dicas para Anitta sobre os próximos passos na ‘gringa’.
“A gente sempre se fala, conversa. Inclusive, essa minha movimentação é também nesse lugar de aproveitar as oportunidades e toda a movimentação que ela já fez lá fora pelo Brasil, o momento do funk”, destaca.
Primeiro carnaval após uma lesão grave
Além do bom momento com o sucesso de JETSKI, a estreia como puxador de trio elétrico em Salvador e a preparação para a carreira internacional, Pedro Sampaio tem que lidar com a expectativa em voltar para o carnaval após uma lesão que o tirou da folia em 2025.
“Ano passado foi uma frustração. Foi uma quebra de expectativa muito grande por conta da minha lesão, eu tive que me afastar. Só que esse ano, essa quantidade de músicas [virais] não foi nem planejada (risos). Foram acontecendo em momentos diferentes. JETSKI, Sequência Feiticeira, Sequência Cunt… Muita coisa ao mesmo tempo de uma forma surpreendente para mim”, desabafa.
O DJ sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho em 12 de janeiro de 2025, após um acidente no palco do festival Universo Spanta, no Rio de Janeiro. Um ano depois, o cenário é muito mais animador.
A maré boa na carreira de Pedro Sampaio resultou em 14 shows em 8 dias por 9 cidades o Brasil durante o seu CarnaSampaio. Com o tema O Agente Brasileiros do Caos, o DJ vai homenagear personalidades carismáticas do país em cada apresentação.
“Posso adiantar que uma das homenageadas que eu vou me vestir é a Narcisa Tamborindeguy, que é uma da Face of Real, como ela fala, né? Loucura não tem cura e acho que é a cara do Carnaval”, revela.
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