Ratinho recebeu apoio da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) após a polêmica envolvendo a deputada federal Erika Hilton.
Na última semana, durante o Programa do Ratinho, o apresentador afirmou que a parlamentar “não é mulher”.
Em nota, a entidade declarou que “o respeito às pessoas deve sempre orientar o debate público”, mas manifestou preocupação com o que classificou como uma crescente judicialização de opiniões no campo da comunicação social.
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“A judicialização excessiva de opiniões pode gerar efeitos inibidores sobre o jornalismo, os comunicadores e o livre debate de ideias na sociedade”, afirmou a AESP no comunicado.
A associação concluiu destacando a importância da liberdade de expressão. “A AESP reafirma que democracias fortes não temem o debate — elas o protegem. Por isso, considera essencial preservar a liberdade de imprensa, a atividade jornalística e a livre manifestação de ideias no rádio e na televisão, pilares indispensáveis para uma sociedade verdadeiramente democrática”, diz o texto.
Ratinho compartilhou a nota da entidade nos Stories do Instagram.
Entenda o caso
Na última quarta-feira (11/3), Ratinho passou a ser acusado de transfobia após afirmar, em seu programa, que a parlamentar “não é mulher”.
A parlamentar foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, durante o Programa do Ratinho, o apresentador questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans.
Na quinta-feira (12/3), Erika Hilton protocolou pedido de investigação contra o apresentador. Ela solicitou a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, o qual, se condenado, pode pegar até seis anos de prisão.
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