Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
CPI DAS BETS
14.05.2025 | 11h36 Tamanho do texto A- A+

Rico Melquiades: "Nunca ganhei por perdas ou ganhos de outras pessoas"

nfluenciador Rico Melquiades falará sobre publicidade de apostas e jogos on-line. Ele poderá ficar parcialmente em silêncio

Reprodução/TV Record

Ilustração

GABRIEL BUSS
DO METRÓPOLES

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, que está em andamento no Senado e investiga apostas on-line no Brasil, começou a ouvir, nesta quarta-feira (14/5), Rico Melquiades, influenciador e vencedor do reality show A Fazenda.

 

O campeão da 13ª edição do programa depõe na condição de testemunha no colegiado, um dia após a influenciadora Virginia Fonseca. Ele chegou ao Senado por volta das 10h30.

 

A CPI teve início por volta das 11h40, quando os parlamentares anunciaram que a advogada de Deolane Bezerra, Adélia de Jesus Soares, estava desobrigada a comparecer à comissão. A decisão é do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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A relatora da CPI das Bets, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), classificou a situação como “vexatória”.

 

Logo na primeira fala, Rico leu um texto citando a Operação Game Over 2, da Polícia Civil de Alagoas, em janeiro. E ressaltou: “Nunca participei de nada ilegal”.

 

“Quero deixar bem claro que minha relação com plataforma de apostas foi só como influenciador. Eu fiz campanhas publicitárias, e recebi como qualquer outra publi. E tudo foi documentado de forma legal, dentro do que era permitido na época. Nunca tive envolvimento direto com as empresas, além dos contratos. Estou aqui com transparência e me coloco a disposição para responder tudo que não esteja sendo tratado no processo judicial que tramita em segredo de Justiça”, afirmou.

 

Ao ser questionado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) sobre se recebia um valor fixo no contrato com uma empresa de apostas on-line, Rico respondeu: “Nunca ganhei por perdas ou ganhos de outras pessoas”.

 

Direito ao silêncio

 

Rico poderá ficar parcialmente em silêncio, após conseguir o benefício no Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, o silêncio só é permitido em questões que ele julgar que possam incriminá-lo.

 

Na decisão de terça-feira (13/5), o ministro Alexandre de Moraes determinou o seguinte: “Assegurado o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação, se instado a responder perguntas cujas respostas possam resultar em seu prejuízo ou em sua incriminação”.

 

O ministro do STF concedeu, também, o direito do influenciador estar acompanhado por advogados durante e oitiva. Rico foi um dos alvos da Operação Game Over 2, da Polícia Civil de Alagoas, em janeiro deste ano, que investigou a promoção irregular de jogos de azar on-line por influenciadores digitais.

 

A CPI busca compreender a influência de personalidades da internet na promoção de apostas e jogos de azar. A comissão iniciou uma nova fase na reta final dos trabalhos e começou a ouvir influenciadores.

 

Em um depoimento midiático, o colegiado ouviu a apresentadora Virginia Fonseca na terça-feira (13/5). O direito de silêncio também foi concedido pelo STF à influenciadora.

 

Apesar da concessão, ela respondeu quase todas as perguntas, omitindo apenas a informação sobre os ganhos com a divulgação de plataformas de jogos online.

 

Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/rico-melquiades-depoimento-cpi-bets




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