A coluna Fábia Oliveira descobriu o motivo do incômodo de Milton Cunha com a escolha de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio.
O carnavalesco e comentarista da Globo criticou, recentemente, a escolha da influenciadora para o cargo, reacendendo um debate antigo: a presença de celebridades sem trajetória no samba ocupando postos ligados à comunidade da escola.O incômodo, no entanto, tem raízes mais profundas.
Segundo fontes, tudo começou no ano passado, quando Erika Januza deixou o posto de rainha de bateria da Viradouro.
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Na ocasião, Milton chegou a tranquilizá-la nos bastidores, dizendo que uma grande escola de samba a convidaria em breve para ocupar o cargo. Essa escola seria justamente a Grande Rio.
Ainda de acordo com fontes, Milton Cuna teria conversado sobre o assunto com Jayder Soares, presidente da agremiação, durante um jantar, e defendido o nome de Erika, uma mulher preta, com trajetória e vínculo com o samba, para assumir o posto.
A promessa chegou a ser comentada entre pessoas próximas ao comentarista, como algo praticamente encaminhado.
O cenário, porém, mudou com a chegada do nome de Virginia Fonseca, que entrou na disputa com forte aporte financeiro e enorme visibilidade nas redes sociais.
A reviravolta teria deixado Milton profundamente chateado. Vixe!
Críticas de Milton Cunha
O desconforto ajuda a entender o tom adotado por Milton Cunha ao comentar publicamente o assunto. Recentemente, o carnavalesco entrou no debate sobre a presença de Virginia na bateria da Grande Rio e vocalizou o incômodo de parte da comunidade do samba com a chegada de celebridades aos postos mais simbólicos do desfile.
Antes das críticas diretas, Milton fez questão de reforçar que o cargo de rainha de bateria vai muito além da visibilidade. Para ele, trata-se de pertencimento, história e vínculo com a escola.
“Essas pessoas que estão chegando de helicóptero acham que é um posto de saracoteio, não é. Aquilo ali é um pertencimento gigantesco de antes”, afirmou.
Em seguida, deixou claro seu posicionamento: o debate, segundo ele, não é pessoal contra Virginia, mas parte de uma discussão maior sobre quem ocupa os espaços centrais do Carnaval.
“Eu estou do lado da comunidade. Quer aparecer? Compra um lugar no abre-alas, vem linda dando tchau, paga o melhor lugar”, disparou.
Por fim, Milton Cunha voltou a diferenciar quem desfila por compromisso com a escola e quem chega pelo apelo midiático. A crítica foi direta ao papel simbólico da rainha de bateria, que, em sua visão, não se resume à imagem.
“Agora, deixa a execução do samba, do suor, da raça para quem o tem. Você é linda, maravilhosa, mas não pode. Você não conhece ninguém, a não ser o presidente”, concluiu.
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