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05.02.2026 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

Só recebi proposta de cachê baixo, diz Malvino Salvador

Longe da TV desde 2019, ator lançou uma rede de academias de jiu-jítsu com a mulher, Kyra Gracie

Nanda Araújo/Divulgação

Malvino Salvador: 'Não estou mais disposto a abrir mão da minha família'

Malvino Salvador: 'Não estou mais disposto a abrir mão da minha família'

LEONARDO VOLPATO
DA FOLHAPRESS

Entre 2004 e 2019, Malvino Salvador, 50, era apontado como um dos representantes de uma nova leva de galãs da Globo. Ano após ano, empilhava trabalhos importantes na TV: esteve no elenco de "Cabocla" (2004), "Alma Gêmea, (2005), "A Favorita" (2008), entre outras novelas de sucesso.

 

De sete anos para cá, no entanto, sumiu da TV. Ele conta que optou por isso —e não se arrepende. Afirma ter, assim, conseguido alcançar o combo da felicidade: tempo para a família/prazer no trabalho/estabilidade financeira.

 

Com a mulher, Kyra Gracie, abriu duas unidades cariocas de uma rede de academias de jiu-jítsu que leva o sobrenome dela, uma espécie de certificado ISO 9000 da modalidade, já que os Gracie são o clã mais importante da história do esporte. Animado, Malvino quer expandir o negócio e abrir filiais em São Paulo, Brasília e Miami.

 

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"Não estou mais disposto a abrir mão da minha família. Além disso, para atuar numa série ou novela com datas fixas e sem liberação, eu precisaria de uma remuneração mais alta. Só recebi proposta de cachê baixo", afirma. "Eu poderia ter me acomodado, estava na maior emissora do país, sendo protagonista de novela, mas decidi começar a empreender." Leia a entrevista completa abaixo.

 

Como está sua vida hoje, fora da TV?

 

Me tornei um empresário. Quando saí de Manaus (AM) e vim para São Paulo [no início dos anos 2000], falavam que era uma loucura. Na época, eu estava me formando em contabilidade, tinha um emprego garantido aos 25 anos num banco e fui me aventurar a ser modelo. Seis meses depois, fiz minha primeira peça, e três anos depois pintou teste para 'Cabocla' (Globo, 2004). Mudei de vida. Poderia ter me acomodado, estava na maior emissora do país, sendo protagonista de novela, mas decidi começar a empreender.

 

Empreender é novidade para você? Quais os planos?

 

Fui sócio de restaurante, de marca de cerveja artesanal, tentei abrir uma confecção. Até que aconteceu nossa academia Gracie Kore com minha esposa [Kyra Gracie]. Hoje são duas no Rio de Janeiro. Queremos abrir uma em São Paulo, temos conversas para inaugurar outra em Brasília e instaurar uma em Miami. Também vamos lançar uma plataforma de cursos online voltados para a parte de empreendedorismo e gestão de academias.

 

Financeiramente está valendo a pena?

 

Temos 1.000 alunos ao todo nas duas unidades. Acho que ganho a mesma coisa do que recebia como ator. Mas não digo que seja mais prazeroso empreender do que atuar, mas estou muito mais envolvido nisso.

 

Qual a sua relação com o jiu-jítsu? Fui medalhista em competições aos 18 anos em Manaus, época em que comecei a treinar. Depois fiquei parado por conta dos compromissos e voltei a me dedicar ao esporte há 13 anos. Me sinto agente de uma conduta boa, e isso me dá prazer para caramba. Quando eu vejo alguém ganhando faixa, é uma felicidade enorme.

 

Parou de atuar ou ainda pode voltar?

 

Andei conversando com umas empresas, analisando umas possibilidades de projetos, mas não deu casamento ainda de agendas. Era um trabalho em que eu ficaria muito tempo fora do Rio. Lembro que no meu último projeto, "Negociador" [Prime Video, 2023], eu fiquei cinco meses fora, pegava o último voo de domingo para São Paulo e voltava no último de sexta para casa. Meus filhos já estavam dormindo e eu morto. Não estou mais disposto a abrir mão da minha família.

 

Acha que seu posicionamento político [apoiador de Jair Bolsonaro] possa ter alguma relação com a falta de convites?

 

Não faço ideia. Ninguém falou para mim que não estão me chamando por conta disso, não me importa. O que digo é que tenho uma linda história de 16 anos na Globo, grandes lembranças. Mas é um universo que hoje tem uma liderança e amanhã pode ter outra. Fui muito feliz lá, nunca me envolvi com algo ruim de brigas, desentendimentos, rusgas, nada.

 

Eles não te chamaram para nenhum trabalho?

 

Óbvio que já fui chamado para fazer coisa lá dentro, mas eram participações e não pude ir por questão de agenda realmente. Se me chamarem um dia, vou avaliar se vale a pena. Um trabalho como ator precisa de comprometimento.

 

Que tipo de projeto não te agradaria?

 

Tive propostas para séries. Mas as pessoas oferecem cachês que para você parar sua vida e fazer, significaria renunciar a muita coisa. Eu não ganho dinheiro só com academias, faço publicidade, palestras, tenho outras fontes de renda. Então, deixar isso para atuar numa série ou novela com datas fixas e sem liberação, eu precisaria de uma remuneração mais alta. Só recebi proposta de cachê baixo.




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