Condomínios horizontais com grandes áreas verdes vêm se consolidando como uma alternativa moderna, sustentável e segura para famílias de todo o país.
Em Mato Grosso, esse movimento ganha contornos ainda mais expressivos
A busca por lotes amplos e ambientes integrados à natureza, tendência fortalecida no pós-pandemia, transformou o mercado imobiliário brasileiro.
Em Cuiabá, onde a expansão urbana é visível e constante, esse comportamento não apenas se repete como se intensifica. A procura por mais qualidade de vida, sossego e bem-estar se tornou prioridade e os empreendimentos horizontais surgem como resposta a essa demanda.
A arquiteta e urbanista Juliana Elias Ippolito, que acompanha de perto a evolução do setor, explica que o interesse por espaços maiores deixou de ser um luxo e passou a ser uma necessidade consolidada.
“As pessoas passaram a priorizar ambientes amplos, quintais funcionais, varandas generosas e contato direto com a natureza. Depois da pandemia, a casa se tornou um refúgio completo, reunindo trabalho, lazer e convivência”, afirma.
O fenômeno é nacional. De Norte a Sul, grandes condomínios horizontais ganham protagonismo. Até mesmo em metrópoles como São Paulo, onde o espaço é limitado, crescem bairros planejados em municípios vizinhos, como Fazenda Boa Vista (Porto Feliz), Quinta da Baroneza (Bragança Paulista), Fazenda da Grama (Itupeva) e Terras de São José (Itu).
Em Mato Grosso, porém, o cenário é particularmente favorável. A cultura local, marcada historicamente por casas amplas e por uma relação íntima com o verde, encontra nos condomínios horizontais um formato de moradia que dialoga diretamente com essa identidade. Com disponibilidade territorial e forte valorização do estilo de vida ao ar livre, o estado se destaca no segmento.
“O público mato-grossense sempre valorizou espaço e contato com a natureza. Quando os condomínios horizontais passaram a oferecer segurança e infraestrutura completa, o modelo simplesmente se encaixou na realidade regional”, observa Juliana.
O resultado é um movimento crescente de famílias que deixam áreas urbanas densas para buscar mais qualidade de vida em empreendimentos planejados, mas sem abrir mão da proximidade com os serviços urbanos. Trata-se de um novo ideal de moradia: moderno, confortável e sustentável.
O verde no centro do projeto
Entre os avanços do setor, um dos mais significativos é a forma como o meio ambiente passou a ser integrado ao planejamento urbano. Os estudos ambientais evoluíram e hoje são amplos, detalhados e multidisciplinares. Fauna, flora, hidrologia e conectividade ecológica deixaram de ser coadjuvantes e passaram a orientar o desenho dos empreendimentos.
“As áreas de preservação permanente não são mais tratadas como ‘sobras’ do parcelamento. Elas são o ponto de partida. A partir delas criamos parques lineares, corredores ecológicos e áreas de lazer de baixo impacto, formando uma malha verde contínuo”, explica Juliana.
Essa mudança de abordagem transforma a vegetação nativa em ativo paisagístico, social e ecológico. Mostra que urbanização e conservação não precisam competir, quando há planejamento, podem caminhar juntas.
Com legislações ambientais mais rigorosas, empreendimentos de grande porte devem apresentar diagnósticos completos, estudos de campo e, em alguns casos, EIA/RIMA. Programas de monitoramento permanente e garantias de execução das medidas propostas também são requisitos obrigatórios.
“Esse rigor técnico assegura que o empreendimento esteja em sintonia com as expectativas ambientais e sociais. Eleva o padrão do mercado e entrega resultados concretos”, reforça.
Mato Grosso, que abriga três biomas, Amazônia, Pantanal e Cerrado, encontra no último, predominante em Cuiabá, um conjunto de características ecológicas que, longe de representar desafios, se tornam diretrizes essenciais de projeto. Com o suporte de equipes multidisciplinares, os empreendimentos conseguem preservar a paisagem natural enquanto promovem ocupações planejadas e sustentáveis.
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