VINICIUS LEMOS
DA REDAÇÃO
Os pais de um bebê de um ano e quatro meses, que morreu após realizar uma cirurgia no coração no Estado do Paraná, precisam de doações para trazer o corpo do filho para Cuiabá.
O pequeno Cássio Miguel nasceu com síndrome de down e possuía problemas cardíacos congênitos.
Para que o corpo do bebê seja transladado para Mato Grosso, a família precisa de R$ 6,5 mil, que pretendem conseguir através de doações.
Os procedimentos com a funerária custaram R$ 3,5 mil e também foram pagos através de doações, feitas por amigos e colegas de serviço dos pais do bebê.
Os pais de Cássio estão em Curitiba (PR) desde o dia 14 de julho, quando o garoto foi internado no Hospital Pequeno Príncipe.
Ele foi encaminhado para o local, considerado referência na área, para realizar a cirurgia cardíaca de Blalock-Taussig.
Para a realização da cirurgia, eles tiveram de esperar o garoto se curar da catapora, contraída nos primeiros dias do bebê em Curitiba e, por isso, a cirurgia apenas foi realizada na segunda-feira (3).

"Só conseguimos liberar o corpo do nosso filho do hospital, às 21h, porque foi quando conseguimos doações para pagar a funerária"
Cirurgia de alto risco
A mãe do bebê, a recepcionista Ariane Oliveira, afirmou, em entrevista ao
MidiaNews, que desconhecia o fato de o procedimento apresentar graves riscos.
“Descobri que a cirurgia era grave, de alto risco, quando entreguei o meu filho na sala cirúrgica. Antes, não sabia que era alto tão grave”, disse.
De acordo com Ariane, o garoto teve uma primeira parada cardíaca quando tomou anestesia para realizar o procedimento cirúrgico. Porém, os médicos conseguiram reanimar o bebê.
Após a cirurgia ser realizada, Cássio sofreu uma nova parada cardíaca e não resistiu. O óbito foi constatado às 12h20 de terça-feira (4).
Desde o falecimento, os pais tentam conseguir doações para que o corpo seja transladado para Cuiabá.
“Só conseguimos liberar o corpo do nosso filho do hospital, às 21h, porque foi quando conseguimos doações para pagar a funerária”, disse.
O bebê possuía plano de saúde e, em razão disso, os pais tiveram poucos gastos com a internação.
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Reprodução/Facebook
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Cássio tinha um ano e quatro meses e possuía problemas cardíacos congênitos
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“Tivemos que pagar apenas R$ 400 porque o plano de saúde não cobria a instrumentação da cirurgia”, afirmou.
A recepcionista criticou a demora do plano de saúde, que liberou a realização da cirurgia de emergência somente 21 dias após a solicitação.
“A liberação da cirurgia deveria ter sido feito antes”, declarou.
Além do bebê, os pais de Cássio possuem outros quatro filhos, que permaneceram em Cuiabá durante todo o procedimento do irmão, em Curitiba.
DoaçõesOs pais da criança alegam que não possuem condições financeiras para o translado do corpo do bebê. Em razão das dificuldades, a família iniciou campanha para pedir doações.
Emocionada, Ariane diz que apenas quer trazer o corpo do filho para perto da família.
“Eu quero ir embora para a minha casa, ficar perto da minha família, não quero mais ficar aqui”, disse.
Em sua página, no Facebook, Ariane comunicou a perda do filho e lamentou o fato.
“Sinto um vazio tão grande, não consigo acreditar que você nos deixou. Você não podia fazer isso comigo, cuidei tanto de você. Dói muito, é inexplicável”, disse.
As doações para o traslado do corpo de Cássio podem ser feitas através do Banco do Brasil: agência bancária 1216-5; conta poupança 114371-9.