Natural de Cuiabá, o estudante Leandro Pinheiro Silva, de 25 anos, viralizou nas redes sociais ao devolver um PIX de R$ 200 mil recebido por engano de um empresário da capital mato-grossense.
Em entrevista ao Programa Encontro com Patrícia Poeta, nesta terça-feira (27) na Rede Globo, Leandro contou que estava em casa na última sexta-feira (16) quando recebeu a notificação do banco informando o depósito de R$ 200 mil. Ele atualmente mora em Goiânia (GO).

Logo em seguida, um empresário do ramo agropecuário de Cuiabá entrou em contato, esclarecendo que havia feito a transferência por engano.
“No momento que vi a quantia, senti vários sentimentos: alegria e tristeza, porque o valor não era meu. Demorou 20 segundos; minha alegria durou 20 segundos”, relatou.
Segundo ele, o erro ocorreu após o empresário, que havia comprado uma carreta de gado, colocar o DDD 65 na transferência bancária, em vez do 66 correspondente ao norte do estado de Mato Grosso.
Como o estudante ainda utiliza o chip de quando morava em Nova Mutum, cujo DDD é 65, o dinheiro caiu em sua conta. “Como já morei em Mato Grosso, meu número continua com o DDD 65. Em vez de colocar 66, ele colocou 65 e fui ‘abençoado’ com esse valor”, disse.
Leandro relatou que tranquilizou o empresário, informando que entraria em contato com o banco para devolver o montante. No entanto, devido ao valor elevado, a agência bloqueou a transferência temporariamente. Após cerca de quatro dias de trâmites burocráticos, ele realizou a devolução do dinheiro, o que gerou grande repercussão nas redes sociais.
Ele disse, ainda, que nunca pensou em ficar com o dinheiro e que pensou nos valores passados pelos pais no momento da devolução.
“Assim como vêm muitos elogios e aplausos, também vêm críticas, com pessoas dizendo: ‘Esse valor mudaria sua vida, você está desempregado’. Mas, honestidade, é algo para levar para o resto da vida, assim como o ensinamento de pai e mãe”, concluiu.
Ficar com um dinheiro recebido por engano é considerado crime e pode trazer consequências legais a quem recebeu. O caso pode ser enquadrado como apropriação indébita.
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