Cuiabá, Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026
BATIDA NA CÂMARA
27.01.2026 | 15h34 Tamanho do texto A- A+

Prefeitura diz que operações são "resquícios" da gestão Emanuel

Gestão do prefeito Abilio Brunini citou que investigações estão ligadas à gestão do ex-prefeito da Capital

Victor Ostetti/MidiaNews

Fachada do Palácio Alencastro: operações policiais e gestão passada

Fachada do Palácio Alencastro: operações policiais e gestão passada

DA REDAÇÃO

A Prefeitura de Cuiabá se posicionou sobre a Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil, com foco em um esquema de desvio de dinheiro público através de emendas na Câmara Municipal.

 

Mesmo fora do cargo, Emanuel Pinheiro permanece vinculado a um histórico expressivo de operações policiais

Na nota, a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) classifica a Secretaria de Esportes e Lazer como "vítima de desvio de emendas parlamentares". "O cenário também evidencia que o ex-prefeito [Emanuel Pinheiro], fora do comando do Palácio Alencastro desde dezembro de 2024, ainda responde por procedimentos e desdobramentos de investigações iniciadas durante a sua administração".

 

"Paralelamente à Operação Gorjeta, duas operações já deflagradas nos últimos meses não guardam relação direta com a gestão do prefeito Abilio Brunini e são consideradas resquícios administrativos e investigativos da gestão passada", diz a nota.

 

"Entre elas estão a Operação Contraprova, que apurou irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde; a Operação Déjà Vu, que teve como foco a Procuradoria-Geral do Município; e a investigação sobre fraudes no sistema da dívida ativa do município, que resultou em medidas cautelares contra ex-servidores e advogados ligados à estrutura administrativa anterior. Esses casos seguem em investigação e têm como base fatos ocorridos ainda na administração de Emanuel", acrescenta.

 

Denúncias de Abilio

 

De acordo com a Prefeitura, duas dessas apurações tiveram início a partir de denúncias formalizadas por Abilio e pela Procuradoria do Município, após auditorias internas e levantamento de indícios de irregularidades herdadas da gestão anterior.

 

"O objetivo foi colaborar com os órgãos de controle, garantir transparência e permitir a responsabilização de eventuais envolvidos, sem qualquer interferência política nas investigações".

 

"Mesmo fora do cargo, Emanuel Pinheiro permanece vinculado a um histórico expressivo de operações policiais. Ao deixar a Prefeitura, em 31 de dezembro de 2024, ele carregava a marca de mais de 20 operações deflagradas ao longo de seus dois mandatos, envolvendo prisões, afastamentos, uso de tornozeleiras eletrônicas, bloqueios de bens e proibições de acesso a repartições públicas. Grande parte das investigações teve como epicentro a área da Saúde, que chegou, inclusive, a sofrer intervenção do Estado em 2023 por decisão judicial", diz a nota.

 

Em alguns episódios, Emanuel chegou a ser afastado por decisão judicial e integrantes do primeiro escalão foram presos ou afastados

Entre as principais operações daquele período estão a Sangria, a Sinal Vermelho, a Curare (em quatro fases), a Fake News, a Raio X, a Miasma e a Athena, todas voltadas à apuração de esquemas de desvio de recursos públicos, fraudes em contratos, sobrepreço, organização criminosa e irregularidades administrativas.

 

Em alguns episódios, Emanuel chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial, e integrantes do primeiro escalão da gestão foram presos ou afastados. Apesar da gravidade das acusações, parte dos processos ainda tramita sem sentença definitiva.

 

Além disso, investigações mais recentes também atingem pessoas ligadas ao antigo núcleo administrativo, como o caso que apura fraudes no sistema da dívida ativa municipal, no qual uma pessoa do eixo familiar do ex-prefeito é apontada como peça-chave em cancelamentos irregulares de débitos, com prejuízo milionário aos cofres públicos.

 

"O conjunto de investigações reforça que, mesmo após um ano fora da Prefeitura, Emanuel Pinheiro ainda enfrenta os reflexos judiciais e políticos de atos praticados durante sua gestão. Ao mesmo tempo, a atual administração busca diferenciar os casos herdados das apurações que envolvem diretamente a estrutura atual, destacando a atuação da Controladoria e da Procuradoria como instrumentos de cooperação com os órgãos de fiscalização e combate à corrupção", completa.

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