O feminicídio da professora Luciene Naves Correia, 51 anos, morta pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, 61, nesta segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, provocou indignação do prefeito Abilio Brunini (PL), além de colegas e alunos da educadora.

Luciene atuava como professora da rede municipal de educação desde 2009, e atualmente estava lotada na Escola Municipal Constança Palma Bem Bem, trabalhando como Cuidadora de Aluno com Deficiência (Cad).
O ex-marido invadiu a residência da professora durante a madrugada e a matou a tiros. Luciene tinha medida protetiva contra ele, que não aceitava o fim do relacionamento. Após o crime, ele morreu durante perseguição realizada por um policial à paisana, pouco tempo depois do assassinato.
O prefeito publicou uma nota lamentando a morte da professora, e exigindo o combate mais efetivo à violência contra as mulheres.
"Que Deus receba essa mulher com sua infinita benção. Esse ciclo de violência contra as mulheres precisa ser repudiado e combatido diariamente", afirmou Abilio. As condolências também foram manifestadas pela primeira dama Samantha Iris e pelo secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes.
Nas redes sociais, amigos, colegas e ex-alunos de Luciene lamentaram a morte e também exigiram justiça às mulheres vítimas de violência.
“Como pode existir gente desse jeito nesse mundo? Ela era minha ex-professora, espero que Deus te receba de braços abertos e que você tenha encontrado a paz", disse Carlos Eduardo.
"Tive a oportunidade de ser colega de trabalho dela em 2024, profissional educada e dedicada. Que o divino a receba e conforte o coração da família enlutada!", lamentou a professora Mirian Alves.
Uma vizinha da vítima, Maria Magalhães, também expressou consternação ao feminicídio. “Moro na rua dois do Cabral, ouvimos barulho de tiro mais não sabia se realmente era. Ela era uma excelente professora, uma mulher incrível, que tristeza", disse.
"Era uma excelente professora. Que a justiça seja feita", apelou outra ex-aluna.
Em publicações nas redes sociais, mulheres se revoltaram com a morte e cobraram, do Poder Público, proteção mais efetiva às mulheres vítimas de violência doméstica, de ameaças e de agressões de ex-companheiros.
“Não nos deem apenas um documento, deem-nos proteção real. Uma medida protetiva sem monitoramento é o rascunho de uma tragédia anunciada”, afirmou uma seguidora de um portal de notícias local.
“E agora, que mais uma de nós tomba, após ter a vida interrompida por um homem, 'cidadão de bem', o que as autoridades vão fazer?”, questionou outra.
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