Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2026
SEXO EM PÚBLICO
24.02.2026 | 11h43 Tamanho do texto A- A+

Fila de carros com homens ferve em área abandonada no DF

Reportagem flagrou sexo ao ar livre de homens em região atrás de um grande mercado atacadista

Reprodução/Metrópoles

Reportagem flagrou sexo ao ar livre de homens em região atrás de um grande mercado atacadista em Brasília

Reportagem flagrou sexo ao ar livre de homens em região atrás de um grande mercado atacadista em Brasília

CARLOS CARONE
DO METRÓPOLES

Sob o manto da madrugada densa e silenciosa, existe um trecho de asfalto em Taguatinga Sul que ignora o sono e as convenções. Atrás de um grande mercado atacadista na QS 3, a geografia da cidade se transforma. Ali, a iluminação pública é uma lembrança distante, e o que impera é o breu, interrompido apenas pelo brilho de faróis que cortam a pista como lâminas de luz, revelando, por breves segundos, o que muitos preferem manter no escuro: sexo intenso, rápido e sem compromisso.

 

A rua, abraçada por áreas verdes que parecem vigiar o local em silêncio, torna-se o palco de um ritual frenético. Não há nomes, apresentações e muito menos promessas de um amanhã. O que se vê é uma fila de veículos, parados no acostamento, quase encostados uns nos outros, lembrando um drive-thru distópico, onde o produto consumido é o sexo e o pagamento é o risco do prazer proibido. Carros elétricos, importados de luxo e os mais populares se misturam sem distinção.

 

Mesmo quando a chuva resolveu castigar o chão, na última sexta-feira (20/2), a temperatura não caiu. Pelo contrário: a umidade externa encontrou o calor humano dentro dos veículos, resultando em vidros tão embaçados que ocultavam as identidades, mas denunciavam o vaivém rítmico e vigoroso dos corpos.

 

Porta aberta e olhar voraz

 

A dinâmica é de uma eficiência quase mecânica. A reportagem acompanhou o fluxo e notou que o diálogo ali é uma língua morta. O papo é direto, sem curvas ou sutilezas. O desejo é urgente e vocalizado em gemidos. No submundo da QS 3, a regra é clara: o sexo oral é prefácio quase obrigatório. Uma espécie de senha de entrada para o que vem a seguir.

 

O que mais impressiona é a exposição visceral. Em muitos pontos da fila, a porta do carro permanece aberta, servindo apenas como um escudo simbólico. A cena se repete: um homem, parcialmente dentro do veículo, usa o banco do motorista como apoio, enquanto o parceiro, do lado de fora e sob a chuva fina, executa o serviço com uma fome que ignora o desconforto.

 

Ao redor, o voyeurismo não é apenas aceito: é combustível. Outros frequentadores, excitados pela cena, formam um círculo de sombras, masturbando-se enquanto aguardam a vez de entrar na dança. É um ecossistema de luxúria onde a privacidade é o menor dos interesses.

 

Sem julgamentos

 

Em um dos momentos mais surreais da madrugada, um veículo estacionado revelava um contraste bizarro: uma mulher sentada calmamente no banco do carona, enquanto no banco de trás, a poucos centímetros de sua nuca, o sexo corria solto entre dois homens, alheios a qualquer julgamento.

 

O fluxo é ininterrupto. Conforme um carro deixa a fila, satisfeito ou apressado pelo relógio, outro ocupa a vaga quase instantaneamente. Novas figuras chegam, as calças descem, e o “couro come”, literalmente. A resistência física e a busca pelo ápice parecem não ter fim, em uma coreografia de suor e anonimato que persiste durante toda a madrugada.

 

A festa lasciva só conheceu o seu crepúsculo quando a natureza se impôs. Por volta das 3h da manhã, quando a chuva apertou e o frio começou a cortar a pele, os motores foram ligados um a um. Em minutos, a rua da QS 3 voltou a ser apenas um trecho deserto de asfalto escuro, guardando entre as árvores os segredos de uma noite onde o prazer não teve rosto, mas proporcionou uma intensidade avassaladora.

 

Sexo em público é crime

 

Segundo a Polícia Civil do DF, os homens flagrados “se divertindo” no meio da rua ferem o Código Penal Brasileiro, já que praticar sexo em público é crime. Ele se enquadra no artigo 233, que se refere à prática de ato obsceno. 

 

A pena prevista para esse tipo de contravenção varia de 3 meses a 1 ano de prisão ou multa. O crime é registrado como contravenção penal.

 

Leia a íntegra da reportagem AQUI.

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