Demolição do Shopping Popular
Um incêndio de grandes proporções, ocorrido na madrugada do dia 15 de julho, destruiu a estrutura do Shopping Popular em Cuiabá.

Com mais de duas décadas de história no Bairro Dom Aquino, o camelódromo, como era popularmente conhecido, abrigava cerca de 600 lojistas e era considerado um dos maiores centros comerciais populares da região Centro-Oeste.
Em entrevista à imprensa, os empresários estimaram um prejuízo que varia de R$ 50 mil a R$ 500 mil por box. As perdas relatadas incluem a estrutura do local, os produtos e o estoque dos estandes.
“Estou sem acreditar. Fiquei sem chão. A gente vê as imagens, mas não acredita. Quando cheguei aqui, fiquei toda arrepiada e com o coração partido. É meu sustento, vivo 100% daqui”, disse uma das empresarias que trabalhava no complexo comercial.
O Incêndio
O laudo pericial apontou que o incêndio ocorreu de forma acidental, devido ao superaquecimento de um dos boxes localizados na parte inferior da galeria. Câmeras de segurança filmaram o momento do incêndio.
Nas imagens captadas por volta das 2h26 da madrugada, uma grande quantidade de fumaça se alastra pela estrutura interna do complexo comercial. As imagens internas do estabelecimentou auxiliaram nas investigações para apurar as causas.
Quatro caminhões-pipa, uma caminhonete e um caminhão com escada foram utilizados pela guarnição de militares durante o combate ao incêndio, que devastou o centro comercial.
Imagens internas mostram os danos causados na estrutura do local, que precisou ser demolida cerca de 10 dias após o ocorrido.
Sem Seguro
Em entrevista concedida à imprensa dois dias após o incêndio, o presidente da Associação de Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, declarou que o local não possuía seguro.
De acordo com ele, a decisão não passou por uma assembleia de lojistas, sendo tomada apenas pela diretoria. Isso ocorreu porque não havia orçamento para a contratação do seguro, uma vez que nenhuma empresa havia se habilitado para realizar a cobertura do imóvel e dos cerca de 600 boxes.
“É verdade que não tive nenhuma reunião de diretoria para decidir se faríamos ou não, até porque não tínhamos nenhum orçamento. Além disso, nenhuma seguradora validou o interesse de fazer a cobertura geral”, declarou.
Victor Ostetti/MidiaNews
Lojistas na calçada próximo a estrutura do Shopping Popular
A declaração chocou os associados, que afirmaram não ter conhecimento sobre a falta de seguro do local.
Recomeço
Com estabelecimentos que possuíam décadas de história e forte presença de famílias, o incêndio afetou diretamente cerca de 2 mil pessoas.
Após o ocorrido, um debate foi iniciado entre os comerciantes, que buscavam se instalar no complexo esportivo Dom Aquino.
O Ministério Público Estadual (MPE) se posicionou contra a ideia, afirmando que o uso do complexo esportivo é de interesse da comunidade e que a ocupação por comerciantes "não atende aos fins e interesses da coletividade".
Como uma tentativa de recomeçar, lojistas ocuparam as ruas laterais do antigo centro comercial. As barracas foram montadas em calçadas cerca de dois dias após a tragédia.
Demolição
Ao completar um mês da tragédia a estrutura da fachada do centro comercial precisou ser demolida no dia 15 de agosto.
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