A Secretaria Municipal de Obras de Cuiabá descobriu, durante uma operação de limpeza, que pelo menos seis bocas de lobo na Avenida Carmindo de Campos estavam sendo utilizadas para descarte de óleo puro, o que configura crime ambiental.

O resíduo segue diretamente para os córregos da capital e deságua no Rio Cuiabá.
As equipes constataram que muitas bocas de lobo estavam completamente entupidas, o que aumenta o risco de alagamentos, mau cheiro e proliferação de pragas urbanas. Além da contaminação direta dos mananciais, o excesso de óleo agrava ainda mais o problema, pois dificulta o escoamento da água e compromete todo o sistema de drenagem.
A avenida onde o crime ambiental foi flagrado é composta por diversas empresas de móveis, automotiva e outras.
O secretário-adjunto de Obras, Mateus Silva Alves, afirmou que a situação encontrada é inadmissível e que medidas já estão sendo adotadas para responsabilizar os infratores.
“Isso que encontramos aqui é óleo puro dentro da rede de drenagem. É um crime ambiental e isso não pode continuar", disse ele.
"Já acionamos a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública para verificar essa situação, porque esse material vai para o córrego e, depois, para o rio, causando um dano enorme ao meio ambiente”, acrescentou.
Segundo o adjunto, além do descarte irregular de resíduos, outro problema grave são as ligações clandestinas de esgoto e de gordura feitas diretamente na rede pluvial, que não foi projetada para receber esse tipo de efluente.
“O comerciante ou morador que tiver ligação errada, clandestina, precisa se regularizar. Quem não fizer poderá ser multado e penalizado. Não deixem chegar a esse ponto. Fazer a ligação correta é contribuir com a sociedade e com o meio ambiente”, afirmou.
O adjunto disse, ainda, que a limpeza e manutenção da rede é um trabalho contínuo, mas que depende diretamente da colaboração da população. O descarte correto do lixo, do óleo de cozinha e a separação adequada das redes de esgoto e drenagem são medidas essenciais para evitar prejuízos ambientais e transtornos urbanos.
“Talvez não consigamos conscientizar todo mundo, mas precisamos sensibilizar. Cada um fazendo a sua parte já ajuda muito. Descartar corretamente o lixo e o óleo evita transtornos, facilita nosso trabalho e protege os rios”, concluiu Mateus.
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|