Com o objetivo de suprir a ausência de debates a respeito da gordofobia - preconceito contra o corpo gordo - a professora e doutoranda da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Luisa Jimenez, realiza uma roda de conversa sobre o tema neste sábado (16), às 18h, no bar-bistrô Metade Cheio, em Cuiabá.
O projeto "Lute como uma gorda" pretende desmistificar o corpo feminino gordo, que, na maioria dos casos, recebe olhares que o julgam como algo “feio e doente”.
Com o tema "Gordofobia: Você sabe realmente o que é?", a primeira roda de conversa, que lança o projeto em Mato Grosso, pretende discutir a respeito das particularidades do tema.
No final do evento, o cantor Hendson Santana ficará responsável por realizar um pequeno show para os participantes. De acordo com Maria Luisa, é importante que o espaço também seja de diversão através de recursos lúdicos como música e vídeo.
Através de parcerias, a professora conseguir tirar o projeto do papel.

A mestranda do Estudos de Cultura Contemporânea (Ecco-UFMT), Ligeya Daza Hernandes também participará da discussão.
A iniciativa
A professora é aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea, da UFMT e pesquisa sobre o lugar social do corpo gordo feminino na sociedade atual.
“A partir dessa pesquisa, de quatro anos, senti a necessidade de montar um projeto que provocasse essa discussão e reflexão em Cuiabá”, explicou.
De acordo com a pesquisadora, em Mato Grosso o assunto ainda não é debatido com frequência como ocorre em outras cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
“Às vezes, a discussão fica muito focada no ‘plus size’ e não na acessibilidade e no preconceito que permeiam a existência do corpo gordo na sociedade. Senti a necessidade de fazer isso”, avaliou.
Para a pesquisadora, projetos como o "Lute como uma gorda" são essenciais para provocar a discussão e o empoderamento coletivo.
“O empoderamento é coletivo. A partir desses espaços, dessas conversas e representatividade, as pessoas gordas começam a perceber que possuem os mesmos direitos que quaisquer outros corpos”, explicou.
Em suas pesquisas, a doutoranda utilizou o livro 'Estigma', do sociólogo Erving Goffman para entender a carga carregada pela gordura.
“Ele [o autor] fala que a estigmatização é tão forte no caso da gordura, que o estigmatizado acaba acreditando que está errado. Então, em alguns depoimentos na minha pesquisa, isso aparece muito quando a pessoa diz que não sai de casa por se sentir fracassada”, disse.
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