O ministro Gilmar Mendes é o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) com o maior número de empresas registradas em seu nome, segundo levantamento divulgado neste fim de semana pela Folha de S.Paulo.
Ele aparece como sócio, direta ou indiretamente, em seis companhias que atuam em áreas como educação, pesquisa, agronegócio e serviços jurídicos.
Uma delas é a Roxel Participações, que tem capital social de R$ 9,8 milhões. A Roxel é sócia de três empresas que integram o grupo do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), além da empresa agropecuária GMF, com capital social de R$ 2,2 milhões, e da MT Crops, de venda de insumos agrícolas, com capital social de R$ 500 mil.
Seus dois filhos, Laura e Francisco Schertel, também têm empresas. Francisco é sócio do IDP e da Schertel Ferreira Mendes Advogados. Laura tem uma sociedade individual de advocacia.
A reportagem apontou que, ao todo, nove ministros da Corte e 12 parentes diretos são sócios de pelo menos 31 empresas ativas no país. Os dados foram obtidos a partir de registros públicos e indicam que o número pode ser ainda maior, considerando participações que não constam de forma explícita nas bases oficiais. Conforme a Folha, a participação de ministros em empresas privadas, embora permitida, pode ensejar questionamentos sobre suspeição ou conflitos de interesses dos magistrados.
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