O MDB poderá ficar sem representante na Câmara dos Deputados pela primeira vez desde 1990, quando o partido não elegeu nenhum parlamentar, caso se confirme a saída dos deputados federais Juarez Costa e Emanuelzinho, eleitos em 2022 e considerados dois puxadores de votos da sigla. Ambos são assediados por outras legendas para filiação.
Em 1982, a sigla teve seu melhor desempenho, com a eleição dos ex-governadores Dante de Oliveira e Márcio Lacerda, além de Gilson de Barros e Milton Teixeira Figueiredo, como deputados federais. Já em 1986, elegeu o ex-senador Antero Paes de Barros como deputado federal constituinte.
Após 1990, o clã Bezerra passou a dominar a representação do partido em Brasília, com a ex-secretária e esposa do líder Carlos Bezerra, Tetê Bezerra, eleita duas vezes (1994 e 1998). Rogério Silva foi eleito em 2002, mas se transferiu para o PPS (atual Cidadania) e acabou cassado em dezembro de 2003 por compra de votos. O ex-presidente do MDB, Carlos Bezerra, exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal, de 2006 a 2018.
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