A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) repudiou as declarações do presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior. Recentemente, ele disse que o Brasil é um “país preguiçoso” e detonou os sindicatos. A entidade afirmou que as declarações foram desrespeitosas e ofensivas aos trabalhadores, além de desqualificarem o papel das entidades sindicais.
"É inaceitável que trabalhadores brasileiros sejam tratados de forma pejorativa. São eles que sustentam a economia nacional, enfrentando longas jornadas, baixos salários e desafios diários para garantir o sustento de suas famílias", disse a entidade, por meio de nota.
A CNTC ainda defendeu o papel dos sindicatos como mediadores nas relações de trabalho e alertou que deslegitimar essas instituições compromete o equilíbrio nas negociações e o ambiente democrático.
Veja a íntegra da nota:
"A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e as entidades sindicais do setor de comércio e serviços em todo o país vêm a público manifestar veemente repúdio às declarações do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, que, de forma desrespeitosa, ofende os trabalhadores brasileiros e desqualifica o papel das entidades sindicais.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho, especialmente no contexto da proposta que trata do fim da escala 6x1, em tramitação no Congresso Nacional é legítimo, atual e necessário. No entanto, esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade, equilíbrio e respeito entre as partes, sem espaço para ataques ou generalizações que não contribuem para a construção de soluções para o país.
É inaceitável que trabalhadores brasileiros sejam tratados de forma pejorativa. São eles que sustentam a economia nacional, enfrentando longas jornadas, baixos salários e desafios diários para garantir o sustento de suas famílias.
A Constituição Federal assegura direitos fundamentais que incluem remuneração digna, jornada justa, descanso, lazer, educação e convivência familiar. Assim como o setor empresarial tem o direito de defender seus interesses econômicos, os trabalhadores têm o mesmo direito de lutar por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.
As entidades sindicais — tanto do lado laboral quanto do lado econômico — desempenham papel essencial na mediação das relações de trabalho e na construção do diálogo social. Deslegitimar essas instituições é enfraquecer o equilíbrio nas negociações e o próprio ambiente democrático."
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