Os deputados estaduais de oposição tendem a tumultuar a votação da proposta de Revisão Geral Anual (RGA), que entra em pauta na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14). O Governo propôs 4,26% de recomposição, de acordo com a inflação oficial do País. A RGA trata-se de uma reposição do salário em relação à inflação, não aumento salarial.
Ocorre que, para agradar servidores em ano eleitoral, parlamentares já anunciaram que vão apresentar emendas para alterar o valor final, o que pode travar a votação.
A deputada Janaina Riva (MDB), por exemplo, quer destinar 15% do excesso de arrecadação ao pagamento das perdas. Já o Lúdio Cabral (PT) propõe que os servidores recebam mais 4,92% das tais perdas, além dos 4,26%.
Pela LRF, que estabelece os limites de gastos com folha salarial, o Governo já se aproxima do limite prudencial. O governador Mauro Mendes foi direto e claro sobre o que é possível de reposição: "É o valor da inflação".
Em tempo: caso a votação trave no Legislativo, a RGA pode não vir ainda na folha de janeiro.
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