Cuiabá, Sexta-Feira, 6 de Fevereiro de 2026
ALEGAM CRISE
21.03.2023 | 14h27 Tamanho do texto A- A+

Bezerra e Teté pedem recuperação judicial por dívida de R$ 39 mi

Casal tenta evitar o leilão da Fazenda São Carlos, em Campo Verde, avaliada em R$ 55 milhões

MidiaNews

Teté e Carlos Bezerra: pedido de recuperação judicial

Teté e Carlos Bezerra: pedido de recuperação judicial

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Grupo Bezerra, de propriedade do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), entrou com pedido de recuperação judicial em razão de dívidas que somam R$ 39,5 milhões.

 

A empresa também tem como sócia a esposa do emedebista, Teté Bezerra, que é secretária estadual de Agricultura Familiar.

 

No pedido, o casal busca suspender o leilão da Fazenda São Carlos, alegando que o imóvel é a principal fonte de renda do Grupo Bezerra, que atua no ramo da pecuária e da agricultura.

 

O leilão foi determinado em janeiro deste ano pela 3ª Vara Cível de Cuiabá para pagar um empréstimo feito com o engenheiro Pedro Luiz Araújo Filho.

 

A dívida, que atualizada passa de R$ 25 milhões,  foi contraída pelo casal para custear a campanha eleitoral de 2010, ocasião em que Bezerra e Teté foram eleitos para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, respectivamente.

 

A propriedade, avaliada em R$ 55 milhões, está localizada em Campo Verde (a 131 km de Cuiabá) e possui dois mil hectares. Recentemente o local ganhou destaque por ter sido usado pelo empresário Carlos Alberto Bezerra, filho do ex-deputado, para se esconder após assassinar a companheira Thays Machado, de 44 anos, e o namorado dela, Wilian Cesar Moreno, de 30. 

 

Consta no pedido que a crise vivenciada atualmente pelo Grupo Bezerra é resultado da recessão econômica, das mudanças climáticas e da pandemia da Covid-19.

 

O casal sustentou que vem tentando de todas as formas se estabilizar, reduzir custos, despesas, porém, mesmo assim, o lucro não seria suficiente para manter os resultados, não restando outra alternativa senão a recuperação judicial, já que é única forma encontrada no momento de repactuar as suas dívidas com seus credores e colaboradores. 

 

“Nessa esteira, não é preciso nenhum esforço hercúleo para se aferir que fazenda supracitada é extremamente essencial para que os Requerentes consigam continuar desempenhando suas atividades agrícolas, objetivando a superação da crise. Contudo, acaso seja permitido a perfectibilização do ato expropriatório, toda a atividade exercida pelos requerentes estará fadada ao insucesso, uma vez que o imóvel é a principal fonte de renda dos produtores rurais”, diz trecho do pedido.

 

“Logo, é ato manifestamente inaceitável a realização do leilão do imóvel naquela ação executiva, eis que inviabiliza todos os esforços até aqui realizados, bem como contraria a legislação pertinente e acarreta injustiça entre todos os demais credores, haja vista que privilegia um único credor em detrimento dos demais, pois, este obteve acesso direito e imediato ao principal ativo dos devedores”, diz outro trecho do pedido.

 

O pedido será analisado pela 1ª Vara Cível de Cuiabá.

 

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3 Comentário(s).

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Eloir Celso Kuntz   21.03.23 20h42
Eloir Celso Kuntz , seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Paulo   21.03.23 15h00
Litigância de má-fé! Se não conseguem pagar o que deve com a renda, vende o que tem e paga. A principal fonte de renda deles não é o agro, mas a política. Só estão querendo protelar pra continuar lesando o credor.
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Pedro   21.03.23 14h47
Que tanto de crise é essa em MT???? O preço da comida disparou. Quem está envolvido nessa cadeia ganhou mais dinheiro do que nunca. Cadê o MP pra botar o olho nessa avalanche de RJ?
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