Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
CONTRABANDO
22.08.2009 | 11h00 Tamanho do texto A- A+

Grupo acusado de contrabandear peixes amazônicos é preso pela PF

Animais eram vendidos para Europa, EUA e Japão, segundo investigação

Um dos peixes apreendidos pela Polícia Federal em Altamira (PA).

Um dos peixes apreendidos pela Polícia Federal em Altamira (PA).

DO GLOBO AMAZÔNIA

Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal em Manaus, Altamira (PA) e São Paulo acusadas de fazerem parte de uma quadrilha que exportava peixes amazônicos ilegalmente.

Segundo a PF, o grupo tem ramificações nos estados do Pará, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro, e os peixes eram vendidos para a Europa, Japão e Estados Unidos. As prisões aconteceram na quarta-feira (19). Foram apreendidos espécimes de comercialização legal e ilegal em Altamira (PA), Santarém (PA), Manaus e São Paulo.

A PF de Altamira informou que a suposta quadrilha atuava principalmente com a venda de diferentes espécies de cascudos. Os peixes eram capturados nos Rios Xingu, Tapajós e Iriri. Comprados por preços entre R$ 4 e R$ 30 de pescadores locais, eles chegam ao mercado no exterior por até US$ 400.

Peixes legais

O Ibama tem uma lista de peixes ornamentais que podem ser capturados e comercializados, inclusive para o exterior. As empresas ligadas ao suposto esquema trabalham também com o comércio de peixes autorizados pelo instituto.

A Justiça ordenou a apreensão e devolução dos espécimes legais à natureza - no Pará, foram 1.800 e, no Amazonas, cerca de 2 milhões de exemplares de diferentes regiões amazônicas. O Ibama ainda analisa como fará para devolver a grande quantidade apreendida neste último estado.

A informação de que peixes fora da relação do Ibama estavam sendo vendidos pelos suspeitos chegou à PF por meio de um pescador que se sentia prejudicado por respeitar as leis enquanto outros vendiam espécimes proibidos.

De acordo com este informante, um dos alvos principais dos pescadores é o Hypancistrus zebra, conhecido popularmente como acari-zebra, que está ameaçado de extinção. Os investigadores conseguiram as informações que levaram às prisões por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.




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