Ao longo da história, os Estados Unidos consolidaram uma política imperialista marcada por duas vertentes principais: o protecionismo econômico e o intervencionismo político-militar. Enquanto o protecionismo se manifesta na imposição de barreiras comerciais para favorecer sua própria economia; o intervencionismo se traduz em ações diretas em outros países, seja por meio de pressões diplomáticas, operações militares seja por influência cultural.
Nesse contexto, iniciativas autônomas de países como o Brasil — a exemplo do PIX, sistema de pagamentos instantâneos que revolucionou a economia nacional sem depender de modelos estrangeiros — tornam-se símbolos de resistência e soberania frente às tentativas de hegemonia estadunidense; especialmente para contrapor a ideia contida no título deste artigo: “Brasil, quem te USA sou EEUU!”
Os desmandos dos EUA no mundo são vastos e variados. Da invasão do Iraque sob justificativas questionáveis, passando pelo apoio a golpes de Estado na América Latina, até a manipulação de organismos internacionais como FMI e Banco Mundial, a presença norte-americana frequentemente se impõe como força reguladora dos destinos de outras nações. Essa postura, muitas vezes travestida de “defesa da democracia”, acaba por enfraquecer a autodeterminação dos povos e perpetuar desigualdades globais, reforçando a lógica de dependência em relação ao poderio econômico e militar estadunidense.
No Brasil, os reflexos dessa política não são menos evidentes. Desde a influência sobre a política energética e o setor do petróleo, até pressões comerciais que dificultam a expansão de indústrias nacionais, os EUA têm buscado manter o país em posição subordinada. A própria difusão de tecnologias financeiras e digitais mostra como Washington tenta impor padrões globais, enquanto o Brasil, com o PIX, demonstra capacidade de criar soluções próprias e eficientes. Essa disputa revela o quanto é necessário proteger nossas conquistas e evitar que interesses externos ditem os rumos da economia e da política nacional.
As consequências das medidas estadunidenses podem, portanto, ser graves: perda de autonomia, enfraquecimento da indústria nacional e dependência tecnológica. Além disso, os Estados Unidos têm ímpetos megalomaníacos de querer ampliar suas fronteiras, que se iriam da Groenlândia até a Floresta Amazônica brasileira, revelando o alcance de suas ambições geopolíticas. Por isso, reafirmar a soberania brasileira é essencial para garantir que o país siga desenvolvendo suas próprias soluções e defendendo seu patrimônio material (Terras Raras p. ex.) e imaterial (Soberania).
O Brasil precisa se posicionar com firmeza diante das pressões externas, valorizando sua independência e sua capacidade de inovação. Afinal, como dizia o bordão da Ditadura Militar, em tom de resistência e afirmação nacional: “Brasil quem te ama, não te USA.”
Sérgio Cintra é professor de Linguagens e servidor do TCE-MT.
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1 Comentário(s).
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| PEDRO 13.04.26 11h33 | ||||
| Concordo com o professor Sérgio Cintra, no entanto acrescento que esse posicionamento firme deve acontecer tambémante a China e Rússia. Todos só querem explorar as riquezas e truncar o desenvolvimento do Brasil. | ||||
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