As eleições da OAB se aproximam e vemos a campanha esquentando a cada dia. Neste momento é raro o advogado que não toma partido de algum dos candidatos, seja pelas propostas apresentadas, seja por afinidade profissional ou pessoal.
Mas a verdade é que a disputa não afeta somente os advogados, ao contrário, interessa à sociedade como um todo, principalmente aqueles que pretendem tornar-se causídicos. Sim, estou falando dos estudantes de direito, como eu.
Não há dúvidas que nós estudantes estejamos envolvidos neste processo, em especial aqueles que vivenciam o dia-a-dia dos fóruns e tribunais através de estágios. No entanto, o envolvimento dos acadêmicos muitas vezes se limita à postura adotada pelo escritório onde trabalham, firmando "apoio" por imposição, e não por convicção.
Não é aceitável que futuros advogados se furtem de analisar propostas e projetos, preferindo o comodismo de "seguir o chefe".
Não podemos votar, mas temos obrigação de fazer parte deste processo democrático que determinará os rumos desta honrada Ordem, da qual em breve esperamos fazer parte.
Para tanto, devemos analisar não só os candidatos à presidência, mas todo o grupo que os acompanham. E é nesta análise de grupo que chegamos à conclusão que a disputa será polarizada entre apenas dois candidatos.
O curioso é que os principais candidatos faziam parte de um mesmo grupo até bem pouco tempo. A grande diferença é que enquanto um deles se manteve coerente e coeso com seu grupo, suas propostas e seus ideais, o outro simplesmente virou as costas a anos de parceria, passando a atacar aqueles que outrora chamava de companheiros e amigos.
Muito me espanta tal atitude, vez que por inúmeras oportunidades pude presenciar o candidato que hoje se diz oposicionista proferir discursos de enaltecimento e defesa da atual gestão da OAB/MT. O engraçado é que esse discurso foi alterado drasticamente da noite para o dia, no exato momento em que percebeu não ser a 1ª escolha do grupo.
Acredito que a posição de Presidente da OAB/MT exija dos postulantes, no mínimo, coerência.
Desta forma, pelas propostas, pelo histórico e, principalmente pela coerência, manifesto meu apoio incondicional à candidatura de Cláudio Stábile e Maurício Aude, que juntamente a um grupo coeso e competente, têm totais condições de contribuir para a construção de uma OAB ainda mais forte e atuante, dando orgulho e proteção aos antigos, jovens e futuros advogados.
MARCUS VINÍCIUS GREGÓRIO MUNDIM É estagiário de Direito, acadêmico do 10º semestre da Universidade de Cuiabá (Unic).
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