Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Março de 2026
TRÁFICO E LAVAGEM; VÍDEOS
24.03.2026 | 11h45 Tamanho do texto A- A+

Casal de empresários é acusado de liderar esquema; veja nomes

Grupo movimentou milhões e utilizava empresas de alimentos e turismo para ocultar dinheiro ilícito

Montagem/MidiaNews

Geslaine e Ivonei, casal alvo de operação da Polícia Civil

Geslaine e Ivonei, casal alvo de operação da Polícia Civil

LIZ BRUNETTO E LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

O casal de empresários Geslaine de Sousa e Ivonei Fernandes foram identificados como líderes de um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região norte do Estado, investigado na Operação Codinome Fantasma III, deflagrada nesta terça-feira (24). 

 

São pessoas que realizavam o comando da organização criminosa

Geslaine foi presa no Espírito Santo por já ter um mandado de prisão em aberto, e Ivonei foi alvo de mandado de busca e apreensão. 

 

Conforme apurou a reportagem, o casal seria proprietário de uma empresa de transportes em Várzea Grande, usada no esquema para movimentar valores oriundos do crime. 

 

A reportagem apurou que ao menos quatro empresas eram usadas no esquema: a Neto Transportes, com sede em Várzea Grande, a Santa Fé Turismo, a F.D. Cesta Básica e Nova Era Alimentos, sendo as últimas duas apenas de fachada, criadas exclusivamente para viabilizar a movimentação financeira do grupo.

 

Responsável pelas investigações, o delegado José Getúlio Daniel afirmou que os alvos são considerados peças centrais dentro da organização criminosa. Além da empresária, outras três pessoas foram alvos de mandado de prisão preventiva. 

 

“São os principais líderes da organização criminosa, tanto aqueles que realizavam diretamente a distribuição da droga nas cidades, quanto aqueles responsáveis pelas pessoas jurídicas e diretamente pela lavagem de dinheiro. São pessoas que realizavam o comando da organização criminosa”, disse durante coletiva de imprensa nesta manhã.

 

O delegado também destacou que o casal morava em Cuiabá, mas mantinha a empresa em Várzea Grande para dar aparência lícita ao dinheiro conseguido com o tráfico.

 

“Eles tinham essa empresa na cidade de Várzea Grande e são considerados líderes, principalmente vinculados à lavagem de dinheiro. Tiveram todo o patrimônio apreendido, incluindo veículos, bens da empresa e o próprio imóvel, além de bloqueio de contas e suspensão das atividades”, afirmou.

 

Movimentação de R$ 8 milhões 

 

As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 8 milhões, com recursos oriundos principalmente do tráfico de drogas. Parte dos investigados residia em outros estados, como Espírito Santo e Goiás, na tentativa de dificultar a atuação policial.

 

Durante a operação, empresas foram suspensas, bens sequestrados e contas bancárias bloqueadas. Entre os itens apreendidos estão veículos, imóveis e estruturas empresariais utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

 

“Aquele que tenta prosperar no crime não pode dele gozar. A pessoa que obtém dinheiro com o tráfico não pode se beneficiar desses valores”, destacou o delegado.

 

A Polícia Civil informou que os bens apreendidos passarão por avaliação judicial e poderão ser leiloados, com os valores revertidos em benefício da sociedade.

 

O inquérito segue em andamento, com prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período.

 

Veja:

 

 

 

 

 

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