Cuiabá, Sexta-Feira, 27 de Fevereiro de 2026
ESQUEMA NA PCE
27.02.2026 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Delegado: drone fez 67 voos em presídios para lançar celulares

Detento gerenciava comércio ilegal dentro de presídio; esquema é investigado na Operação Tartufo

MidiaNews

O delegado Wilson Cibulski, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos

O delegado Wilson Cibulski, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O delegado Wilson Cibulski, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), afirmou que um drone apreendido em 2023 sobrevoou a Penitenciária Central do Estado (PCE) e o Presídio Feminino Ana Maria do Couto 67 vezes para enviar celulares e drogas.

 

Tinha um comércio de armas ilegais para o cometimento de roubos e outros crimes aqui fora

Na última quinta-feira (26), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Tartufo, contra integrantes de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de comércio ilegal de armas de fogo e também de introdução clandestina de celulares em unidades prisionais.

 

“Essa investigação iniciou-se em 2023, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do alvo principal da operação de hoje. Nessa ocasião, foram apreendidos celulares e um drone. Após a análise dos dados desse drone, foram identificados 67 sobrevoos sobre os principais presídios de Cuiabá, a PCE e o Presídio Ana Maria do Couto”, disse o delegado em entrevista ao programa Cadeia Neles, da TV Vila Real.

 

De acordo com o delegado, o drone tinha uma garra e a Polícia chegou à conclusão de que o grupo utilizava o equipamento para soltar drogas e celulares no interior dos presídios.

 

“No interior do presídio, há uma liderança criminosa, com diversas passagens criminais por homicídio, por integrar organização criminosa e por diversos outros crimes. Essa pessoa gerenciava a distribuição desses celulares dentro do presídio”, explicou.

 

Os aparelhos, segundo a investigação, eram utilizados tanto para coordenar ações das organizações criminosas fora do sistema prisional quanto para a prática de novos delitos.

 

“Tinha um comércio de armas ilegais para o cometimento de roubos e outros crimes aqui fora, além de abastecer a facção criminosa”, disse.

 

Os celulares também eram comercializados entre os detentos, alimentando um mercado clandestino voltado à prática de extorsões, estelionatos e outros crimes cometidos por meio de chamadas e aplicativos de mensagens.

 

Alvos dos mandados judiciais 

 

Ao todo, foram cumpridas três ordens de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar em endereços residenciais e em um galpão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

 

As cinco ordens de busca e apreensão domiciliar foram cumpridas em endereços distintos vinculados aos investigados, em Cuiabá e Várzea Grande, sendo quatro em residências e um em imóvel comercial.

 

Já as três prisões preventivas foram decretadas pela Justiça com fundamento na garantia da ordem pública e na necessidade de resguardar a instrução criminal, tendo o Ministério Público manifestado-se favoravelmente ao deferimento integral das medidas cautelares.

 

O trabalho operacional deflagrado pelos policiais civis da Denarc contou com apoio da equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

 

Veja:

 

 

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