O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, afirmou que a mãe do jovem Willyan Junior Rodrigues da Silva, de 18 anos, que viu o filho ser morto a tiros no dia 1º de fevereiro deste ano, no bairro Coxipó da Ponte, foi poupada por facção durante chamada de vídeo.

O crime ocorreu em uma quitinete localizada na Rua Paranapuã, quando três homens armados entraram no local. Mãe e filho foram agredidos com tapas e golpes de coronhada.
“Eles entraram com o portão encostado e subiram direto para a residência onde a vítima estava. Lá, entraram em luta corporal com a mãe, porque ela não queria que acontecesse isso. E antes de matar o Willyan eles fizeram uma chamada de vídeo para saber se a mãe devia ser morta. Eles queriam que a mãe fosse morta, mas quem mandou matar, poupou ela”, explicou o delegado em entrevista ao programa SBT Comunidade.
Segundo o delegado, a vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo na cabeça, na frente da mãe. “Ela foi espancada, tomou várias coronhadas na cabeça. Estava sangrando bastante lá”, disse.
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (19), um jovem de 19 anos suspeito de envolvimento no homicídio. Segundo o delegado, ele já tem passagem criminal por roubo e, apesar de ter ficado em silêncio durante o depoimento, seu comportamento chamou a atenção e lhe rendeu o apelido de “risadinha”.
“Perguntamos se ele estava entendendo a gravidade do fato. Às vezes respondia, às vezes não, e estava sempre rindo. A gente até brincou, botou o apelido dele de risadinha, porque ele só ficava rindo. Sempre rindo, sempre tranquilo, mas na hora do interrogatório pediu para ficar em silêncio”, disse.
A principal hipótese da Polícia é que o jovem, que era amigo de Willyan, o tenha entregado a uma facção criminosa. Os dois alugaram um quarto em um conjunto de quitinetes no dia do crime. Ele e a mãe da vítima, segundo a Polícia, eram as únicas pessoas que sabiam da localização do rapaz.
O jovem preso esteve no local pouco antes do homicídio e disse que sairia para comprar cervejas, deixando o portão apenas encostado. Quarenta segundos depois, o trio de criminosos entrou no conjunto de quitinetes e cometeu o crime.
O vídeo de uma câmera de segurança mostrou parte da ação. Nele, foi possível ouvir os disparos contra a vítima e a mãe gritando em desespero: “Meu filho!”.
“A gente começou a investigar as imagens de segurança para entender essa dinâmica e conseguimos verificar que o Matheus saiu duas vezes da residência. Uma, supostamente, para comprar um sabonete. Na hora que ele sai, ele bate o portão, é um detalhe importante na investigação. Depois, quando ele sai para comprar uma bebida, ele deixa o portão encostado”, disse o delegado.
Depois de 40 segundos que o rapaz saiu, os criminosos entraram no local.
As investigações continuam, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na prática criminosa e a motivação do homicídio.
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