Cuiabá, Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026
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22.01.2026 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Mãe e filhos são presos por comandar “tráfico delivery” em Cuiabá

Conforme as investigações, o grupo operava com fornecedores, gerentes de área e distribuidores

Divulgação/PJC

Operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc)

Operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc)

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação Vector, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas, na modalidade delivery, em Cuiabá. A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. 

 

As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), iniciadas em 2024, identificaram uma estrutura hierarquizada que utilizava entregadores como “vetores humanos” para distribuir entorpecentes em diversos bairros da capital. O grupo operava com fornecedores, gerentes de área e distribuidores, além de tentar promover a entrada de drogas na Penitenciária Central do Estado (PCE). 

 

Os mandados de prisão foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá contra investigados identificados como o principal fornecedor de drogas, a intermediária e responsável pela venda, juntamente com seus dois filhos, também alvos dos mandados de prisão preventiva, um distribuidor, atualmente recluso na PCE, além de uma investigada que se encontra foragida, com mandado de prisão em aberto. 

 

Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey, em Cuiabá. Também foram cumpridas ordens judiciais de sequestro e bloqueio de contas, bens e valores em nome de um dos investigados. 

 

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, coordenador da operação, a investigação apontou que o grupo utilizava linguagem codificada, referindo-se a pontos de venda como "lojinhas" e à arrecadação de valores como "recolhe". 

 

As investigações revelaram conversas sobre quantidades significativas de entorpecentes, incluindo cargas de maconha que estariam sendo negociadas pelos investigados. 

 

“Os investigados responderão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e integrar organização criminosa, crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06 e artigo 2º da Lei 12.850/13. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da rede criminosa e mapear o fluxo financeiro da organização”, afirmou o delegado. 

 

A Operação Vector foi assim denominada em referência ao termo "vector" (vetor), que significa o agente de transporte e disseminação, na biologia.

 

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