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11.11.2019 | 07h55 Tamanho do texto A- A+

Polícia prende homem que perseguiu, atirou e matou agrônoma

Julia Barbosa estava com o namorado em uma caminhonete quando foi baleada na cabeça, em Sorriso

Reprodução/Montagem

Julia Barbosa (no detalhe) que morreu após ser baleada em Sorriso

Julia Barbosa (no detalhe) que morreu após ser baleada em Sorriso

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A Polícia Civil prendeu, neste domingo (10), o suspeito de atirar e matar a paranaense Julia Barbosa de Souza, de 28 anos, em Sorriso (a 420 km de Cuiabá). O homem foi identificado pelas iniciais J.F.

 

O crime ocorreu na madrugada de sábado (9). O suspeito - que dirigia uma caminhonete - não teria gostado de ter sido ultrapassado pelo carro onde a vítima estava com o namorado e passou a persegui-los, atirando e matando a mulher.

 

Segundo o delegado André Ribeiro, o suspeito fugiu após o crime, mas as imagens capturadas por câmeras de segurança ajudaram na identificação dele.

 

J.F. se entregou na tarde de ontem na delegacia de Sorriso. Ele foi acompanhando de dois advogados, onde foi interrogado e em seguida preso devido a um mandado de prisão preventiva expedido em seu nome.

 

Julia era agrônoma e estava na cidade de Sorriso a passeio, visitando o namorado, que também é do Paraná. Ele mora em Sorriso há cerca de quatro meses.

 

O caso

 

Júlia e o namorado estavam jantando na casa de amigos, e após o jantar, a pedido de Júlia, o casal foi até a conveniência de um posto de combustível situado na Avenida Brescansin, onde o namorado desembarcou e comprou algumas barras de chocolate.

 

Após realizar a compra, o casal seguiu em uma caminhonete Hilux pela Avenida Brescansin para dar um último passeio antes de retornar para casa.

 

No percurso, um veículo Gol, de cor preta passou a andar vagarosamente pela via, fazendo com que o veículo em que estava o casal também reduzisse a velocidade.

 

O suspeito J. F., também conduzindo uma camionete Hillux, se aproximou do veículo do casal, passando a buzinar e a forçar passagem pela via estreita e que possui fluxo lento.

 

O veículo onde estava a vítima seguiu em velocidade reduzida, pois era a compatível com aquele momento, o que provavelmente enfureceu J.F., que estava embriagado.

 

O namorado de Julia conseguiu despistar o suspeito porém, quando estava na Avenida Brasil, tornou a ser seguido e próximo ao Hospital 13 de Maio, J. F. disparou contra o veículo do casal, acertando a cabeça da vítima e fugindo logo em seguida.

 

Imediatamente, o rapaz levou a namorada até o hospital e pediu socorro, mas a mulher morreu em razão da gravidade do ferimento.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Motorista atira e mata mulher após se irritar com ultrapassagem

 

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COMENTÁRIOS
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Renato   11.11.19 21h03
Vejo um monte de comentaristas condenando o porte de arma e culpando o Bolsonaro por estar incentivando a violência. Vou desenhar para alguns como funciona o porte de arma aqui nos EUA. Sou brasileiro, legalizado e autorizado a portar arma em qualquer lugar. Mas, em hipótese alguma, posso usá-la a não ser que seja para defesa própria ou de outrem. Se eu utilizar da forma como esse assassino agiu, seria preso imediatamente e aguardaria a sentença preso. Com muita sorte, pagaria uma fiança milionária para responder em liberdade. Ou seja o problema não são as armas, mas sim quem as porta e as malditas leis brasileira que não pune como deveria punir. Agora pra piorar, o STF deu aval para aumentar a criminalidade em nosso país. Lamentável.
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Cleverson  11.11.19 19h53
Armas não matam, atiram. Quem mata são as pecinhas que as seguram.
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Willian costa  11.11.19 18h38
Raquel Moreira quando o vagabundo invadir a sua casa e você ligar para a polícia militar concerteza eles irão chegar com uma flor na mão para atender a ocorrência e ir atrás dos bandidos.
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Raquel Pereira Monteiro  11.11.19 17h22
Armas foram feitas para atirar (e matar, em muitos casos). O fato de ter ou não porte não afasta a finalidade desse objeto. Se porte fosse solução para "disparos legítimos" não teríamos inúmeros casos de pessoas mortas por policiais de forma equivocada. Arma de fogo não é caminho pra paz, mas o oposto disso.
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Bruno  11.11.19 16h26
Aos que já começaram a culpar a arma pelo crime, saibam que a mesma era ilegal. O autor não tinha porte e a arma não tem registro. Armas não praticam homicídios, assassinos praticam homicídios.
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