Cuiabá, Terça-Feira, 14 de Abril de 2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
14.04.2026 | 18h10 Tamanho do texto A- A+

Deputada propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Ela diz que proposta busca fortalecer a proteção às vítimas e dar mais efetividade ao monitoramento

Divulgação

A deputada federal Coronel Fernanda, autora do projeto

A deputada federal Coronel Fernanda, autora do projeto

DA REDAÇÃO

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) apresentou, nesta terça-feira (14), um projeto de lei que propõe uma mudança direta no combate à violência doméstica: a adoção de identificação visual padronizada, inclusive com coloração rosa, nas tornozeleiras eletrônicas utilizadas por agressores.

 

Não podemos permitir que medidas de proteção sejam apenas simbólicas. A tornozeleira com identificação visível fortalece a fiscalização

A proposta busca fortalecer a proteção às vítimas e dar mais efetividade ao monitoramento eletrônico, permitindo que, em casos considerados de maior risco, a Justiça determine o uso de dispositivos com identificação visível. A medida altera normas recentes que regulamentam esse tipo de controle.

 

Para a deputada, a ausência de um padrão visual dificulta a atuação das forças de segurança e reduz o impacto preventivo da tornozeleira.

 

Com a mudança, a identificação diferenciada teria três funções principais: facilitar o reconhecimento imediato por autoridades, ampliar a segurança da vítima e inibir a reincidência de agressões.

 

“Não podemos permitir que medidas de proteção sejam apenas simbólicas. A tornozeleira com identificação visível fortalece a fiscalização, inibe o agressor e, principalmente, dá mais segurança para a vítima seguir em frente”, afirmou a deputada Coronel Fernanda.

 

Apesar do caráter mais rígido, o projeto estabelece salvaguardas para evitar excessos. A proposta veda qualquer exposição vexatória do monitorado e reforça que a medida não tem caráter punitivo adicional, mas sim preventivo, devendo respeitar critérios de proporcionalidade.

 

Divulgação

Tornozeleira Rosa

Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Outro ponto previsto é que a regulamentação técnica ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, que deverá definir detalhes como o nível de visibilidade dos dispositivos e possíveis exceções, sempre com justificativa adequada.

 

A parlamentar argumenta que a iniciativa busca corrigir falhas na legislação atual e aumentar o efeito dissuasório do monitoramento eletrônico.

 

A expectativa é que a medida contribua para reduzir novos casos de violência e ampliar a sensação de segurança das vítimas.

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