O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, nesta terça-feira (14), que irá manter a sargento Adriana Rodrigues na chefia da Casa Militar. A Pasta é responsável por coordenar a segurança do governador e familiares.

A nomeação, feita no último dia 7, foi criticada pela Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de MT (Assof-MT), que apontou que Adriana tinha baixa patente para ocupar o cargo.
Pivetta citou que, em contrapartida à Assof, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACB-MT) saiu em defesa da sargento.
“A reação dos praças, dos cabos e sargentos, foi positiva. A gente não consegue contentar todos. Governar é fazer escolha. Eu vou continuar fazendo minhas escolhas independente de alguns não gostarem”, disse Pivetta.
Questionado como a gestão poderia contornar o descontentamento dos oficiais, Pivetta disparou: “Trabalho contorna isso. No palácio precisa de pouca gente”.
Questionamentos
A Assof, por meio de nota oficial, argumentou que a escolha não atende aos requisitos legais previstos para o cargo. Segundo a associação, a legislação vigente Nº 466/2012, estabelece que a chefia da Casa Militar deve ser ocupada exclusivamente por oficial do último posto da ativa, ou seja, um coronel do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM).
“Trata-se de norma de caráter cogente, que vincula a Administração Pública e não admite flexibilizações ou interpretações ampliativas que desbordem de seu conteúdo expresso”, destaca o texto.
Em contraponto, a ACS criticou o que classificou como tentativas de desqualificação da profissional.
“Diante de manifestações isoladas e publicações que tentam desqualificar sua nomeação sob alegações de ‘quebra de hierarquia’, a ACS-PMBM/MT repudia veementemente qualquer ataque direcionado à profissional”, afirmou a associação em nota.
Veja vídeo:
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|