Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
"MUITO ALTERADO"
07.01.2025 | 14h44 Tamanho do texto A- A+

Presidente de associação, PM é acusado de agressão a mulher

Confusão envolvendo militar aconteceu na noite desta segunda-feira em bairro de Várzea Grande

Reprodução

O sargento da Polícia Militar Laudicério Machado, que é presidente de associação

O sargento da Polícia Militar Laudicério Machado, que é presidente de associação

ANDRELINA BRAZ
DA REDAÇÃO

O sargento da PM Laudicério Machado, presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares de Mato Grosso, está sendo acusado de agredir uma mulher na madrugada desta terça-feira (07), durante uma festa de casamento realizada no bairro Nova Suíça, em Várzea Grande.

 

Segundo informações do boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Civil foi acionada por volta das 2h15 para averiguar uma agressão cometida contra uma mulher de 31 anos.

 

Ao chegar no local, testemunhas relataram que o sargento teria iniciado uma discussão com uma das convidadas do evento.

 

"Ao chegar no local, foi feito o contato com o coronel PM RR Emanuel, que nos informou que houve uma confusão envolvendo o sargento Laudicério, que se iniciou com uma discussão e evoluiu para uma briga entre ele e outros convidados. Durante a briga, o sargento Laudicério desferiu um soco no rosto de uma mulher", diz trecho do documento.

 

Após o registro da ocorrência, consta no  B.O., que ele teria agredido a vítima com um soco na região do rosto e fugido do local.

 

Ainda em depoimento, um militar que estava no local relatou que Laudicério estava "muito alterado".

 

A vítima não foi encontrada na festa, pois havia sido encaminhada à delegacia de polícia para registrar a ocorrência.

 

A reportagem do MidiaNews entrou em contato com Laudicério, mas ele não atendeu as ligações e nem respondeu as mensagens.

 

Nesta quarta-feira (8), Laudicério enviou nota dando sua versão sobre o caso. Leia abaixo:

 

"Venho a público para me manifestar sobre as ilações absurdas e sem fundamentos ao meu respeito. Na data dos fatos na condição de convidado dos noivos, os quais conheci no ambiente profissional e com o passar do tempo se tornaram amigos íntimos e até confidentes. No entanto, é uma parceria que está sendo encerrada o que tem gerado incômodos.

 

Fui na cerimônia por insistência do noivo, estive na igreja e segui para o salão de festas com os demais.  Durante a festa, conversava com o pai do noivo sobre questões profissionais. Ele me fazia cobranças das quais considerei indevidas, tanto pelo meu trabalho quanto pelo ambiente em que estávamos. A discussão foi ficando mais acalorada e os ânimos se exaltando entre nós dois, ao ponto de iniciar um tumulto, pois os familiares do noivo vieram também tirar satisfação sobre toda a discussão.

 

Nesse momento, eu estava isolado, uma vez que a festa era dos noivos e seus familiares. Houve um tumulto, empurra-empurra e fui me direcionando para sair do local e ir embora da festa, sofrendo empurrões do pai do noivo e seu filho, irmão do noivo. Assim que consegui me desvencilhar deles, fui até meu carro e saí do local.

 

Ontem tive exposta minha intimidade quando fizeram um boletim de ocorrência expondo minha minha vida pessoal de foro íntimo espalhada para para toda a imprensa para justificar o que fizeram comigo. A dor que essa exposição me causa, é imensa. É a dor de uma vida e não tenho palavras suficientes pra expressar isso. Além de sofrer violência física e verbal, tem a violência do preconceito. 

 

Confesso que o fato me trouxe profundo abalo físico e psicológico, não apenas pelo que ocorreu na festa, mas pelo absurdo do qual estou sendo acusado. Lamento profundamente o que ocorreu e peço desculpas aos amigos noivos e toda família pela confusão, mas é preciso dizer a verdade."

 

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Lucas  07.01.25 16h59
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João Pinheiro Cunha  07.01.25 16h16
João Pinheiro Cunha, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas