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03.03.2026 | 12h20 Tamanho do texto A- A+

Produtor acusa grupo de estelionato e cita prejuízo de R$ 70 mi

Silvano dos Santos denunciou Imaculada e Santa Felicidade na Polícia Civil e pediu investigação

Reprodução

No detalhe, os empresários Pedro Cardoso, Mário Assis e Sergio Assis, acusados de estelionato

No detalhe, os empresários Pedro Cardoso, Mário Assis e Sergio Assis, acusados de estelionato

DA REDAÇÃO

O produtor rural Silvano dos Santos, de Comodoro, denunciou à Polícia Civil um suposto esquema de estelionato envolvendo as empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústriaapós acumular prejuízos que, segundo ele, ultrapassam R$ 70 milhões em operações com grãos realizadas em 2025.

 

 
 

Em razão dos fatos, sofreu severos prejuízos financeiros e abalo reputacional, tendo vendido bens próprios

O caso consta no Boletim de Ocorrência nº 2026.60789 (veja AQUI), registrado na Delegacia Digital da Polícia Judiciária Civil, e deverá ser apurado pela Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade.

 

Segundo o documento, as empresas seriam vinculadas a Pedro Henrique Cardoso, Mário Sergio Cometki Assis e Sergio Pereira Assis, ex-deputado estadual por Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com o documento, a vítima de 56 anos relatou que foi procurado durante a colheita da soja de 2025 por um corretor identificado como Rafael, que se apresentou como representante das empresas Imaculada e Santa Felicidade. 

 

Segundo o boletim, inicialmente foram realizadas operações menores de venda de soja, todas pagas regularmente, o que consolidou a confiança do produtor. Em uma das ocasiões, 17 caminhões permaneceram retidos até a compensação bancária, sendo liberados após a confirmação do pagamento.

Reprodução

Pedro Mario Sergio 600

Os empresários foram denunciados à Polícia Civil

 

Posteriormente, conforme a narrativa, o produtor passou a adquirir grãos de terceiros em seu próprio nome, sob promessa de quitação integral nas datas ajustadas. Com base nas garantias apresentadas pelo grupo — que afirmava possuir robustez financeira e lastro patrimonial — o comunicante assumiu compromissos que ultrapassaram R$ 70 milhões.

 

Empréstimos

 

Ainda conforme o registro, até novembro de 2025 os pagamentos ocorreram normalmente. A partir de dezembro, porém, quando venceram parcelas de maior valor, os investigados teriam cessado abruptamente os pagamentos, tornando-se inadimplentes e deixando o produtor responsável pelas dívidas assumidas junto a diversos fornecedores.

O produtor declarou ter contraído empréstimo de R$ 16 milhões junto ao Sicoob, além de R$ 5 milhões no Sicredi e a prorrogação de financiamento de R$ 2,5 milhões

O boletim relata ainda que parte significativa dos grãos teria sido revendida por valores inferiores aos de aquisição, sem que os recursos fossem utilizados para quitar as obrigações.

 

Além das operações com soja, o produtor afirma ter vendido uma aeronave ao grupo por R$ 5.817.660,00, recebendo apenas R$ 2.071.563,03, restando saldo inadimplido desde janeiro de 2026.

 

Para honrar compromissos, o produtor declarou ter contraído empréstimo de R$ 16 milhões junto ao Sicoob, além de R$ 5 milhões no Sicredi e a prorrogação de financiamento de R$ 2,5 milhões.

 

Como garantia, os envolvidos teriam indicado um imóvel registrado sob matrícula nº 123.057 do 6º Serviço Notarial da 3ª Circunscrição de Cuiabá. Contudo, segundo o boletim, o bem estaria sob controvérsia judicial nos processos nº 1023484-47.2025.8.11.0041 e nº 1117839-49.2025.8.11.0041, havendo indícios de sucessivas alienações sem comprovação de pagamento.

 

No documento, o produtor afirma que o grupo atuava de forma coordenada, por meio de empresas interligadas, e que sofreu severos prejuízos financeiros e abalo reputacional, tendo vendido bens próprios para cumprir obrigações assumidas em seu nome.

 

Ele requereu a instauração de inquérito policial para apuração detalhada dos fatos, identificação de eventuais outras vítimas e responsabilização dos envolvidos.

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