Cuiabá, Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026
MORTE DE GATO
13.02.2025 | 17h03 Tamanho do texto A- A+

Professor diz que não segurou cães por ter problema neurológico

Caso ocorreu na terça-feira (11) em Juína; Francisco José Andreotti Prada foi preso em flagrante

Reprodução

O ataque foi filmado por câmera de segurança e publicado na internet

O ataque foi filmado por câmera de segurança e publicado na internet

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

O professor Francisco José Andriotti Prada, de 52 anos, preso na quarta-feira (12) em Juína, após se filmado deixando seus cães matarem um gato, alegou em depoimento que não conseguiu impedir o ataque porque sofre de diabetes e problemas neurológicos.

 

Os cachorros viram o gato e me puxaram. Aí o gato pulou, levou choque na cerca elétrica do portão e caiu morto. Aí os cachorros pegaram ele

Francisco foi preso em flagrante após o vídeo do crime, que foi filmado por uma câmera de segurança, repercutir na internet. O caso ocorreu na noite de terça-feira (11) nas imediações do Parque Municipal Lagoa da Garça.

 

Na oitiva, o professor contou foi aposentado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) após ser submetido a uma cirurgia cerebral por contrair uma bactéria hospitalar que resultou em sequelas neurológicas, e foi isso que o impediu de evitar o ataque, garantiu.

 

“Os cachorros viram o gato e me puxaram. Aí o gato pulou, levou choque na cerca elétrica do portão e caiu morto. Aí os cachorros pegaram ele. Eu fiquei paralisado por causa da diabetes e dos problemas [neurológicos]. Eu não tive culpa. Não consegui segurar os cachorros”, disse ele em oitiva na Polícia Civil.

 

Entretanto, no vídeo, é possível ver que o gato se debateu e tentou fugir do ataque, mas foi mordido até a morte. Apesar de ver o desespero do animal, em momento nenhum Francisco tentou puxar seus cães para longe. Todos estavam usando guia.

 

Em certo momento do depoimento, a policial mostra a ele o vídeo e pergunta se ele se reconhece nas imagens, mas Francisco nega. "Eu não confirmo que sou eu, porque não dá para ver minha cara. Aqueles cachorros são meus. [...] Estava atrás da árvore, não dá pra ver o rosto". 

  

Após ser ouvido na delegacia, o professor, que não teve possibilidade de ser liberado sob pagamento de fiança, já que a pena para o crime do qual foi indiciado é superior a quatro anos, foi encaminhado para o presídio.

 

Ele aguarda audiência de custódia na comarca do Município, que estava marcada para as 17h desta quinta.

 

Veja trecho do depoimento:

 

 

Leia mais:

 

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Benedito da costa  14.02.25 07h46
Me engana que eu gosto
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