Cuiabá, Sábado, 11 de Abril de 2026
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11.04.2026 | 15h05 Tamanho do texto A- A+

48% rejeitam Lula, 46%, Flávio, 17%, Zema, e 16%, Caiado

Este é o cenário apontado pelo instituto, que ouviu 2.004 pessoas

Vinícius Schmidt/Metrópoles

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro lideram rejeição

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro lideram rejeição

IGOR GIELOW
DA FOLHAPRESS

Na chamada eleição das rejeições, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também lideram na disputa pela Presidência em outubro.

 

Declaram não votar no atual mandatário 48% dos eleitores, ante 46% que dizem o mesmo do senador pelo Rio. É um quadro altamente consolidado, até porque ambas as figuras são bastante conhecidas.

 

Lula o é de forma universal, com 99% dos entrevistados pelo Datafolha na nova pesquisa sobre o pleito presidencial dizendo que sabem quem ele é. Já Flávio, que foi ungido a partir da cadeia pelo pai e antecessor de Lula, Jair Bolsonaro, que agora está em prisão domiciliar cumprindo 27 anos de pena por tentativa de golpe, já é um nome conhecido de 93% dos brasileiros.

 

Este é o cenário apontado pelo instituto, que ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, da terça (7) à quinta (9). A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026, é de dois pontos para mais ou menos.

 

Os dois rivais à direita que tentam ocupar o lugar de Flávio num eventual segundo turno, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm vantagens idênticas quando o potencial de crescimento de ambos é avaliado observando o binômio rejeição/conhecimento.

 

O mineiro do Novo registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. Já 16% dizem não votar de forma alguma no goiano do PSD, mas 54% afirmam que não sabem quem ele é.

 

É uma combinação que deixa marqueteiro de água na boca para a construção de uma persona para campanha, mas ela embute o óbvio reverso: a rejeição tende a subir também quanto mais conhecido é o político.

 

Em seu favor, Caiado tem uma estrutura muito mais capilarizada no partido de Gilberto Kassab, restando saber se a sigla irá investir dinheiro em sua campanha ou priorizar as disputas no Congresso e estados.

 

Zema, por sua vez, é visto por observadores como um candidato a vice no campo da direita, tanto que já é cortejado tanto pelo PL quanto pelo PSD. Tendo sido um governador de partido nanico reeleito no segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo, ele é avaliado como um ativo importante. 

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