O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se encontrou com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), na quinta-feira (12), para analisar a possibilidade de implantar o projeto, em andamento na cidade paulista, que retira a população em situação de rua de algumas áreas da cidade.

O tema é polêmico por envolver direitos sociais e individuais, e a prática mais conhecida do governo paulista é a retirada de dependentes químicos da “Cracolândia”, no centro da cidade de São Paulo.
Segundo Abilio, a proposta visa combater crimes como o tráfico de drogas, e lavagem de dinheiro.
Pelo menos cinco pontos da Capital a proposta seria implantada, como na região da rodoviária, no Alvorada, e nos bairros Porto, CPA, Pedra 90 e Osmar Cabral, com estimativa de 2 mil pessoas a serem removidas.
A proposta envolve a remoção das pessoas, tratamento de saúde e destinação em local adequado, com aval dos poderes.
“Em Mato Grosso, vamos ter que conversar com o MPE e o Tribunal de Justiça para ver se eles querem abraçar essa ideia também”, afirmou Abilio ao MidiaNews nesta sexta-feira (13). “É fazendo uma ação bem mais firme da polícia, em parceria com a saúde e o Ministério Público. Só que não é uma ação simples, é uma ação complexa”, disse.
O prefeito afirmou que pedirá a ajuda do vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), na interlocução com os Poderes para poder avançar com o planejamento e a colocação do projeto como política pública da sua gestão.
“Se o Ministério Público e o Tribunal de Justiça acharem que é uma ação invasiva, que não deve ir lá e tratar do problema, acaba atrapalhando e acaba não ajudando a solucionar a situação”, disse Abilio.
“O governador Tarcísio tirou os serviços que estavam assessorando o tráfico ali dentro. Fez combate ao alvará que era de laranjas, alvarás de lavagem de dinheiro no centro da cidade. Fez uma instalação do policiamento constante para ficar tomando os cachimbo, tomando droga”, acrescentou.
No encontro com Tarcísio, o prefeito também verificou a experiência das chamadas escolas modulares do governo para ampliar oferta de salas na rede municipal de educação. Além de projetos para habitação.
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